Luis Rua destaca soluções para novas exigências da UE sobre proteína animal
Secretário do Ministério da Agricultura enfatiza a importância da compliance nas exportações.

O secretário do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luis Rua, afirmou que o Brasil irá atender as novas exigências da União Europeia sobre as exportações de proteína animal, consideradas requisitos adicionais pelo governo brasileiro. A declaração foi feita durante o Congresso da Abramilho em Brasília.
✨ O Brasil possui 40 anos de experiência em exportação de carnes para a UE.
Rua esclareceu que, embora a exclusão do Brasil de uma lista europeia tenha causado apreensão no setor, o governo está focado em encontrar soluções técnicas e diplomáticas. Durante o evento, ele informou que ocorreram reuniões para discutir a situação, incluindo um encontro com o embaixador brasileiro, Pedro Miguel Costa e Silva, que dialogou com representantes europeus para entender a razão da decisão e buscar esclarecimentos.
Nos próximos dez dias, o Brasil enviará novas informações técnicas à UE, detalhando o uso de antimicrobianos nas cadeias de proteína animal. Rua também reiterou que esse assunto é uma prioridade para o governo, afirmando que "o Brasil não vai sucumbir a quem quer que seja".
Negociações em andamento
A secretária de Comércio Exterior do MAPA, Grace Tanno, revelou que as discussões sobre exigências fitossanitárias europeias estão em andamento há cerca de três anos. Embora o acordo comercial estabeleça respeito às normas de ambos os lados, a UE tem buscado criar mecanismos de equivalência para diferentes cenários produtivos.
Grace Tanno também comentou sobre os mecanismos de reequilíbrio de concessões previstos, que devem ser acionados caso uma das partes implemente medidas unilaterais impactando o comércio. Suemi Mori, diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, destacou a União Europeia como um parceiro estratégico, mas expressou preocupação pela falta de transparência nas negociações atuais.
Mori também mencionou que algumas medidas podem ser revertidas até 3 de setembro, exceto no que diz respeito à carne bovina, que é considerada uma questão mais delicada nas tratativas.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Agronegócio

Aumento da reserva de café na União Europeia
Brasil amplia participação e dita o ritmo do mercado global no início do ciclo 23/24

Desafios na safra de laranja: demanda supera oferta em 2027
Indústria de suco brasileira enfrenta queda nas exportações em 2026/27

SIAL Shanghai: Brasil projeta US$ 45,5 milhões em negócios
Eventos comerciais em Xangai resultam em crescimento do agronegócio brasileiro

Polônia contesta acordo Mercosul, ameaçando setor agrícola europeu
Varsóvia se opõe à livre comércio, alegando riscos à produção local





