Faesp pede ao governo priorização nas negociações com os EUA
Entidade alerta sobre impactos de novas tarifas nas exportações

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) manifestou sua preocupação quanto ao impacto de uma nova tarifa de 25% sobre algumas exportações do Brasil para os Estados Unidos. Em um comunicado divulgado nessa quarta-feira, o presidente da Faesp, Tirso Meirelles, pediu que o governo brasileiro priorize as negociações com os norte-americanos para mitigar prejuízos ao setor produtivo.
Diplomacia Comercial como Solução
Meirelles defendeu que a melhor estratégia é a diplomacia comercial, considerando que o setor agrícola e pecuário brasileiro tem atendido rigorosamente às exigências sanitárias, ambientais e regulatórias no mercado global. A entidade destaca que, apesar dos investimentos em rastreabilidade e sustentabilidade, os produtores ainda podem sofrer as consequências de decisões tomadas fora de suas fronteiras.
✨ Retaliações podem aumentar a insegurança jurídica e os custos ao setor produtivo.
A Faesp enfatiza que a atuação nas negociações deve ser técnica e contínua, sem interferências políticas. A entidade alerta que sanções comerciais podem aumentar a insegurança jurídica e elevar os custos operacionais para os produtores. Além disso, a Faesp propõe que o governo busque resolver divergências comerciais através do diálogo, assegurando a proteção dos setores essenciais nas exportações.
Posição Estratégica do Brasil
A Faesp reforça que o Brasil possui relevância como fornecedor no mercado dos EUA e deve usar essa vantagem nas negociações.
Como exemplo, a federação mencionou a decisão positiva de excluir produtos como café e carne da nova lista de tarifas. Por fim, a Faesp irá realizar uma análise detalhada sobre os produtos afetados e as exceções estabelecidas pelo governo dos EUA, colocando sua equipe técnica à disposição para ajudar na defesa dos interesses do setor.
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