EUA impõem tarifas a 60 países por trabalho forçado na produção
Nova taxa pode afetar exportações brasileiras e de outros países

Nesta quarta-feira (3), a Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou que 60 países, incluindo o Brasil, não conseguiram efetivar a proibição da importação de produtos feitos com trabalho forçado, resultando na proposta de tarifas adicionais de 12,5% sobre essas mercadorias.
✨ Tarifas de 12,5% serão aplicadas a países com falhas na fiscalização do trabalho forçado.
A decisão é fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, após uma investigação que começou em março de 2026. Esta mesma legislação foi utilizada para justificar propostas de tarifas de 25% sobre outros produtos brasileiros, em resposta a questões como o uso do PIX e a pirataria.
Motivo da Sanção
Segundo o relatório da USTR, as ações dos países investigados são consideradas 'irracionais', criando concorrência desleal e prejudicando trabalhadores americanos. Os EUA instituíram uma tarifação diferenciada: uma tarifa de 10% para nações que implementaram algumas proibições e 12,5% para aquelas que não mostraram progresso.
- 1Tarifa de 10%: países com proibição parcial e comprometidos com regras.
- 2Tarifa de 12,5%: inclui Brasil, China, Índia e Japão.
"A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável
O Brasil, especificamente, foi apontado pelo relatório como um dos países que não efetivaram uma proibição legal eficaz contra a entrada de mercadorias produzidas sob trabalho escravo. Embora haja compromissos assumidos em tratados de livre comércio, a falta de legislação prática tem permitido a importação desses produtos.
Impacto no Comércio Global
Além de afetar a lucratividade das empresas que operam de acordo com normas éticas, a entrada desses produtos no mercado global perpetua o trabalho escravo moderno, possibilitando que mercadorias com custos artificialmente baixos sejam comercializadas sem restrições.
Próximos Passos
Antes da implementação das tarifas, haverá um período de consulta pública com prazo até 6 de julho de 2026, seguido por audiências em 7 de julho.
Entre os 60 países citados como alvo da investigação estão diversos nomes, como Argentina, Rússia, Coreia do Sul e México, demonstrando que a questão do trabalho forçado é um problema global que requer atenção urgente.
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