Doença foliar exige monitoramento constante em lavouras de milho.

A mancha branca se destaca como uma das principais doenças foliares do milho, podendo ocasionar significativas perdas, especialmente quando avança para as folhas que interferem na formação e enchimento dos grãos.
A definição do momento exato para a aplicação de fungicidas deve levar em consideração o risco específico de cada lavoura ao invés de ser pautada em datas fixas. A atenção deve ser redobrada em períodos críticos, como no fechamento das linhas e nas fases de pendoamento e florescimento.
✨ Um sinal de alerta importante é o avanço das lesões das folhas inferiores em direção ao terço médio da planta, especialmente em áreas que já apresentam histórico da doença.
Além disso, fatores como o híbrido utilizado, a presença de palhada de milho, a densidade de plantas e o sistema de cultivo devem ser considerados. Lavouras que apresentam sucessão frequente de milho, bem como o uso de híbridos mais suscetíveis, demonstram maior risco de contágio.
As condições climáticas exercem um papel vital no desenvolvimento da mancha branca. Períodos com elevada umidade, orvalho prolongado, dias nublados e temperaturas amenas são propícios para a proliferação da doença.
Na prática, a decisão sobre a aplicação de fungicidas deve ser baseada em quatro aspectos: o estádio da cultura, a posição e a intensidade das manchas, o histórico do talhão e as condições climáticas vigentes.
A monitoração frequente é fundamental para identificar a progressão da doença antes que as folhas mais essenciais sejam afetadas. Caso seja necessária a aplicação, é crucial seguir as recomendações do rótulo, bula, receituário agronômico e as orientações de um profissional habilitado.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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