Podridão-salmão reduz produtividade em até 42% das espigas

Pesquisadores identificaram a podridão-salmão, uma doença fúngica que ameaça lavouras de milho em Mato Grosso. A confirmação foi feita após investigações realizadas em propriedades das cidades de Bria Norte, Nova Maringá, São José do Rio Claro e Itaangá, onde a condição afetou entre 22% e 42% das espigas de milhar.
A presença da podridão-salmão prejudica o desenvolvimento dos grãos, levando a perdas significativas na colheita. Análises mostraram que as sementes contaminadas pelo fungo possuem um peso até 42,5% inferior em comparação às saudáveis.
Com a emergência dessa nova condição, agricultores e pesquisadores estão colaborando para encontrar métodos de controle. Entre as iniciativas estão:
Além da podridão-salmão, a podridão branca, causada pelo fungo esteno carpela, também foi detectada. Ambas as doenças representam novos desafios para os produtores de milho da região.
Enquanto soluções definitivas não estão disponíveis, é vital que os produtores monitorem suas lavouras e realizem um manejo adequado utilizando fungicidas, diversificando princípios ativos e aplicando tratamentos de sementes para controlar a proliferação do inóculo.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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