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Agronegócio
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Mercado brasileiro de soja enfrenta desafios variados em 2026

Disparidade nos preços e preocupações com insumos marcam o setor

João Pereira11 de maio de 2026 às 07:10
Mercado brasileiro de soja enfrenta desafios variados em 2026

O setor de soja no Brasil apresenta uma série de movimentos variados entre os principais estados produtores, refletindo uma pressão crescente nos custos e complicações logísticas, além da colheita que avança em ritmos diferentes.

Conforme apurado pela TF Agroeconômica, os preços nos portos em algumas regiões estão se mantendo estáveis, enquanto no interior, há uma queda significativa, gerando preocupação entre os agricultores com relação ao aumento de custos de diesel, transporte, armazenagem e insumos.

Desempenho Estadual

No Rio Grande do Sul, a colheita alcançou 85% da área plantada, beneficiada pelas condições de tempo seco. Como resultado, o preço da soja no porto de Rio Grande subiu 0,78%, alcançando R$ 129,00 por saca. No entanto, no interior do estado, localidades como Ijuí e Passo Fundo se mantém estáveis em R$ 122,00.

A produtividade média no estado é estimada em 2.871 kg por hectare, porém, essa média esconde perdas significativas em áreas severamente afetadas pela falta de chuva, como na Fronteira Noroeste e nas Missões.

Em Santa Catarina, os preços apresentaram variações. Palma Sola viu um avanço de 0,89%, com preços a R$ 113,00, enquanto Campos Novos recuou 0,40%, estabelecendo preços em R$ 123,00 no FOB.

A demanda das cadeias de suinocultura e avicultura continua a sustentar o mercado, mas o vazio sanitário, que começará em 13 de junho, aumenta a necessidade de manejo eficaz pós-colheita.

No Paraná, as cotações se mantiveram estáveis após quedas, com a colheita praticamente finalizada e 90% das lavouras em boas condições. Contudo, o custo do frete, especialmente na rota Cascavel-Paranaguá, é um fator de pressão, chegando a R$ 11,40 por saca.

Em Mato Grosso do Sul, a colheita atingiu 98,1% da área, com uma produção aproximada de 15 milhões de toneladas, enfrentando competição por espaço nos silos devido ao milho safrinha.

Embora em Mato Grosso a colheita já esteja finalizada, os preços caíram consideravelmente, com Sorriso registrado a R$ 102,60 e Rondonópolis a R$ 110,40. A expectativa de aumento de até 15% nos custos da próxima safra também levanta preocupações sobre as margens de lucro.

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