Situação do mercado varia entre estados, com destaque para diesel e chuvas

O mercado da soja encerrou o dia 18 de setembro com uma atenção dividida entre os custos logísticos, o avanço da semeadura, as condições climáticas e a comercialização antecipada nas principais regiões produtoras do país.
De acordo com a TF Agroeconômica, o cenário varia conforme os estados, com destaque para o aumento do preço do diesel no Rio Grande do Sul, chuvas que interferem nas operações em Santa Catarina e Mato Grosso, e uma janela favorável ao plantio no Paraná.
✨ No Rio Grande do Sul, o preço do diesel aumentou de R$ 5,74 para R$ 7,18 por litro, impactando a preparação para a semeadura e a decisão de manter estoques.
No mercado, o preço da soja em Rio Grande ficou em R$ 163 por saca, enquanto Ijuí e Cruz Alta marcam R$ 151. Santa Catarina registrou uma referência FOB em Abelardo Luz de R$ 157 por saca. Além disso, a previsão de chuvas intensas entre 19 e 21 de setembro, com acumulados de 100 a 150 milímetros, eleva a atenção sobre a execução das operações antes do período mais úmido.
No Paraná, os produtores aproveitaram a estiagem para acelerar a semeadura, com o plantio na área atendida pela Copacol chegando próximo de 35%. Os preços em Paranaguá permaneceram ao redor de R$ 163 por saca, enquanto Cascavel registrou R$ 151.
Em Mato Grosso do Sul, a comercialização antecipada da safra 2026/27 alcançou entre 35% e 37%, superando os 20% observados no mesmo período do ciclo anterior. Já em Mato Grosso, apenas 1,15% da área prevista estava semeada, avançando em relação aos 0,55% do ano passado, embora a irregularidade das chuvas ainda limite o avanço em áreas como Lucas do Rio Verde.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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