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Agronegócio
3 min de leitura

Mercado de feijão no Brasil apresenta variações e firmeza em julho

Qualidade e oferta continuam a ditar preços no setor agrícola

Gabriel Rodrigues08 de julho de 2026 às 13:45
Mercado de feijão no Brasil apresenta variações e firmeza em julho

O mercado de feijão brasileiro começa julho seguindo a dinâmica observada no primeiro semestre, marcada por diferenciações significativas entre os padrões de qualidade. Segundo o indicador Cepea/CNA, o feijão carioca de alta qualidade continua com preços robustos devido à oferta limitada, enquanto os feijões de qualidade intermediária e o feijão preto apresentam oscilações que refletem a variação na disponibilidade e no ritmo das transações.

Feijão Carioca de Alta Qualidade

O feijão carioca de melhor qualidade, como o peneira 12 ou com nota 9,0 ou superior, mantém-se firme no mercado. A oferta limitada persiste mesmo com a colheita da safra irrigada no Cerrado, impulsionando uma demanda aquecida da indústria, que busca recompor seus estoques. Apesar de uma queda de 9,65% nos preços em junho em relação a maio, houve uma valorização acumulada de 62,4% desde o início do ano, mantendo as cotações 57% acima das de junho de 2025. Para os próximos dias, espera-se continuidade da estabilidade, sem quedas expressivas, dadas as limitações na oferta de grãos de padrão superior.

Feijão Carioca de Qualidade Intermediária

Por outro lado, o mercado para feijão carioca de qualidade intermediária se mostra mais pressionado devido à maior oferta, especialmente de lotes do Paraná, onde a qualidade foi comprometida por geadas e chuvas. Em junho, os preços caíram 13,15% em comparação a maio, mas ainda acumulam alta de 52,3% no primeiro semestre, permanecendo 70,3% acima dos índices de junho de 2025. A última avaliação do Cepea mostrou quedas em diversas regiões devido à maior seletividade dos compradores, com a tendência de acomodação dos preços nos locais com maior disponibilidade.

Situação do Feijão Preto

O mercado do feijão preto tipo 1 se mantém estável, sustentado pela redução da oferta ocorrida após a conclusão da segunda safra no Paraná, além das perdas de produtividade causadas por condições climáticas adversas. Em junho, os preços subiram 1,88% em comparação ao mês anterior, acumulando assim um crescimento de 35% até o momento e de 47,2% em relação a junho de 2025. De acordo com o Deral/Seab, atualmente apenas 21% das lavouras remanescentes no Paraná são avaliadas como boas, o que reforça uma oferta limitada de grãos de qualidade. As negociações permanecem moderadas, focadas principalmente na reposição de estoques por parte da indústria e nas necessidades de comercialização dos agricultores.

As expectativas para o curto prazo indicam a manutenção do mercado firme, com a possibilidade de novas valorizações pontuais se a restrição na oferta continuar.

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