Concorrência internacional e consumo interno firme marcam a safra 2025/26

O Brasil inicia uma nova temporada de milho com a expectativa de alcançar 144 milhões de toneladas de produção, mas enfrenta um cenário desafiador no comércio internacional. Essa perspectiva é respaldada por uma demanda interna sólida e o potencial de concorrência acirrada.
Para o engenheiro agrônomo André Debastiani, concentra-se no mercado interno a maior parte do suporte comercial da safra. Das 144 milhões de toneladas projetadas, espera-se que 105,5 milhões sejam consumidas internamente, impulsionadas principalmente pela ração para proteínas animais e pela crescente demanda por etanol de milho.
"O consumo de ração tem avançado, beneficiado pelas melhores relações de troca do último ano
A demanda por etanol de milho também se destaca, com previsão de que quase 30 milhões de toneladas sejam utilizadas na safra 2025/26, impulsionadas pela entrada de novas usinas no setor.
✨ A forte demanda interna é essencial para a sustentabilidade da produção no Brasil.
No entanto, a situação no mercado externo é complexa. O Brasil precisa competir com a produção robusta dos Estados Unidos, que deve superar 430 milhões de toneladas, e a Argentina, que também apresenta números elevados, acima de 63 milhões de toneladas.
Com o mercado interno oferecendo melhores condições financeiras, as exportações brasileiras de milho podem cair para 37 milhões de toneladas nesta safra. A oferta abundante global e os estoques remanescentes da safra anterior também pressionam os preços no mercado internacional.
✨ Não há expectativas de mudanças significativas no curto prazo.
A gestão de risco financeiro é vista como a principal estratégia para os produtores durante esta temporada, dada a volatilidade dos mercados.
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