Previsões apontam aumento na produção de carnes suína e de frango, com impacto nas exportações e no consumo interno.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) revelou, nesta terça-feira (28), suas projeções para os segmentos de proteína animal em 2026 e 2027. As estimativas apontam para um crescimento significativo na produção e consumo de carnes de frango e suína, além de um incremento nas exportações.
Para a carne de frango, a ABPA estima uma produção variando de 16 a 16,15 milhões de toneladas em 2026, representando um aumento de até 5,6% em relação às 15,289 milhões de toneladas produzidas em 2025. Em 2027, a produção pode atingir 16,6 milhões de toneladas. No que diz respeito às exportações, espera-se que os números passem de 5,324 milhões de toneladas em 2025 para até 5,875 milhões em 2026, uma alta de 10,3%, com a perspectiva de 6,05 milhões em 2027.
A produção de carne suína também está em ascensão, com um crescimento projetado de 5% em 2026, indo de 5,592 milhões de toneladas em 2025 para 5,870 milhões. Para 2027, a expectativa é de um aumento mais moderado de 3,1%, resultando em 6,050 milhões de toneladas. As exportações devem seguir o mesmo padrão de crescimento, passando de 1,51 milhão de toneladas para 1,6 milhão em 2026, e alcançando 1,7 milhão em 2027.
Em relação à produção de ovos, estimativas apontam uma produção de 64,8 bilhões de unidades em 2026, um crescimento de 4,1% se comparado aos 62,253 bilhões de ovos produzidos em 2025. No entanto, as exportações deverão ser reduzidas para 30 mil toneladas em 2026, uma queda de até 26,6%, mas com previsão de recuperação para 34,5 mil toneladas em 2027.
✨ A ABPA projeta que o consumo per capita de carne de frango suba de 46,7 quilos para 49,4 quilos entre 2026 e 2027.
As projeções da ABPA são relevantes para entender o panorama do setor de proteínas animais no Brasil e seu impacto na economia e nas exportações.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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