Análise aponta necessidade de proteção e vendas escalonadas diante de cenário desafiador.

O mercado de milho entra em uma fase de maior cautela, com pressão de oferta e perda de força nos preços no curto prazo, ao mesmo tempo em que possíveis mudanças na demanda externa ainda podem alterar o cenário.
Segundo análise da TF Agroeconômica, a estratégia agora deve priorizar proteção, vendas escalonadas e menor exposição a movimentos especulativos. A combinação entre avanço da colheita nos Estados Unidos, vendas dos produtores americanos, exportações mais fracas e maior disponibilidade da segunda safra brasileira favorece uma postura defensiva.
✨ No Brasil, a redução dos embarques em agosto aumentou a oferta interna e ajudou a levar o Indicador ESALQ/BM&FBovespa da região de R$ 71 para perto de R$ 69,20 por saca.
Para agricultores, a orientação é ampliar gradualmente as vendas, aproveitar eventuais repiques e proteger parte da produção com hedge, evitando concentrar toda a estratégia na expectativa de compras chinesas. A perda do suporte de US$ 5,23 por bushel em Chicago seria um sinal para reforçar a cautela.
Cooperativas e cerealistas também devem reduzir a exposição a estoques sem margem definida, escalonar negócios e proteger posições. Para exportadores, a atenção fica sobre oportunidades ligadas à demanda europeia, ao câmbio, aos prêmios nos portos e a eventuais compras da China.
Para as indústrias de ração, a maior disponibilidade de milho favorece compras parceladas, enquanto o setor de etanol pode aproveitar eventual redução do custo da matéria-prima, desde que preserve margens com etanol e coprodutos.
A avaliação é que o mercado ainda pode reagir a novos eventos externos, mas, enquanto isso, a estratégia predominante é administrar risco e evitar apostas concentradas.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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