Análise da TF Agroeconômica destaca aumento na produção e estoques nos EUA.

O mercado de milho deve seguir pressionado no curto prazo, demandando cautela na comercialização e atenção aos custos de cada operação. A análise da TF Agroeconômica, com base no relatório do USDA, aponta que a elevação das projeções de produção e estoques nos Estados Unidos contribui para um cenário de baixa nos preços.
A safra norte-americana de milho foi revista para 407,28 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais projetados somam 46,97 milhões. As vendas acumuladas dos Estados Unidos até 1º de outubro estão 34% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.
✨ Em Chicago, o contrato do milho recuou para US$ 4,796 por bushel, e o preço indicativo no Brasil se aproxima de R$ 67,30 por saca.
Diante desse cenário, a consultoria recomenda que os agricultores calculam o preço mínimo de venda, considerando produção, armazenagem, financiamento e transporte, além de realizarem negociações escalonadas sempre que houver margem. A avaliação de instrumentos de proteção de preços e o custo de manutenção de estoques também são aconselhados.
Para cooperativas, a orientação é distribuir as vendas ao longo do tempo, de acordo com a necessidade de caixa dos associados, evitando concentrações de grandes volumes em uma só operação. Já os cerealistas devem ajustar suas compras ao capital disponível, rever margens e se abster de posições especulativas elevadas.
As indústrias de etanol e ração podem aproveitar as quedas de preços para contratar matéria-prima de maneira gradativa, sempre considerando custos, capacidade de armazenagem e alternativas de fornecimento. Por sua vez, os exportadores devem monitorar câmbio, fretes, prêmios e a disponibilidade nos portos, evitando compromissos sem cobertura de preço, câmbio e logística.
A TF Agroeconômica destaca que a gestão de risco e a disciplina comercial são fundamentais enquanto a oferta elevada dos Estados Unidos continuar a pressionar os preços.
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