Negociações limitadas marcam o setor, com quedas de preços em diversas regiões.

O mercado de milho enfrenta dificuldades nas negociações, com diversos estados enfrentando a limitação das vendas. O excesso de chuvas no Sul do Brasil tem prejudicado o plantio, e a TF Agroeconômica aponta que compradores estão focados na reposição de estoques, enquanto os produtores mantêm uma postura cautelosa.
No Rio Grande do Sul, os preços do milho variam entre R$ 60 e R$ 70 por saca, com uma queda de 0,37% no preço médio estadual, que agora é de R$ 62,44, segundo a Emater. Apesar disso, a semeadura da safra 2026/27 alcançou 76% dos 896,4 mil hectares previstos, embora o trabalho esteja sendo atrasado pela umidade elevada e baixa luminosidade.
✨ Os temporais com granizo e ventos fortes causaram danos nas lavouras do Noroeste, levando à possibilidade de ressemeadura.
Em Santa Catarina, há uma discrepância significativa nos preços: vendedores pedem cerca de R$ 60 por saca, mas compradores estão oferecendo apenas R$ 55. Essa diferença tem dificultado as negociações, mesmo com a crescente necessidade de receber milho de outras regiões para atender à demanda local.
No Paraná, os preços caíram em várias regiões, com a saca no Oeste a R$ 53,12, uma queda de 1,90%, enquanto em Cascavel o preço foi de R$ 56,03, baixa de 1,74%. O plantio do milho de verão já atingiu 90% da área prevista, mas as chuvas persistentes têm dificultado a conclusão das operações.
Ainda no contexto do plantio, há relatos de aparição de pragas como tripes e lagartas, além de danos provocados por vendavais e granizo. Em Mato Grosso do Sul, os preços oscilam entre R$ 53 e R$ 56 por saca. Enquanto a indústria de bioenergia continua adquirindo parte da oferta, outros compradores estão buscando apenas volumes limitados para reposição. Os produtores permanecem seletivos, resultando em um mercado com baixa movimentação.
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