Produtores devem distribuir compras e vendas e monitorar qualidade; preços no Sul variam entre R$ 1.450 e R$ 1.550 por tonelada.

O mercado de trigo no Sul do Brasil apresenta uma combinação de alta nos preços físicos, acompanhada por oscilações no cenário internacional. A situação exige cautela nas práticas de comercialização.
De acordo com a TF Agroeconômica, é recomendado que os produtores distribuam suas compras e vendas ao longo do tempo, observando a qualidade do produto e as diferenças entre os mercados interno e de Chicago.
Os agricultores são aconselhados a aproveitar momentos de valorização para negociar parte de sua safra, evitando a venda de todo o estoque simultaneamente. A separação dos lotes conforme a qualidade é crucial, especialmente em face da oferta reduzida de trigo adequado para panificação.
✨ Os preços chegam a cerca de R$ 1.550 por tonelada no Paraná e R$ 1.450 no Rio Grande do Sul, sustentados pela oferta restrita de grãos de qualidade superior.
A principal referência deve ser o preço regional, enquanto os preços de Chicago podem auxiliar nas estratégias de proteção. A faixa de US$ 6,70 a US$ 6,80 por bushel merece acompanhamento, pois representa um suporte significativo.
As cooperativas devem também escalonar suas vendas, guardando grãos de qualidade superior para quando a demanda dos moinhos for maior, além de evitar estoques excessivos sem mecanismos de proteção.
A análise indica que os preços devem ser acompanhados separadamente no Paraná e no Rio Grande do Sul, e também sugere a avaliação de fixações antecipadas e o uso de instrumentos de proteção conforme a exposição ao mercado.
Cerealistas precisam focar nas margens e no giro dos estoques, sem presumir que as altas nos preços sejam contínuas. Para os exportadores, é importante manter um olhar atento sobre o câmbio, fretes, preços de Chicago, Euronext, disponibilidade da Argentina e exportações da Rússia pelo Báltico.
A valorização interna não é garantia de competitividade externa. Já os moinhos devem evitar depender de quedas futuras para repor seus estoques de trigo de qualidade, optando por compras graduais para garantir o abastecimento sem concentrar os custos.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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