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Agronegócio
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Mercado de milho enfrenta pressão e preços oscilam entre estados

Estimativas de oferta em alta e liquidez fraca dificultam negociações

Gabriel Rodrigues15 de maio de 2026 às 07:45
Mercado de milho enfrenta pressão e preços oscilam entre estados

O mercado de milho voltou a ser pressionado por um aumento nas estimativas de oferta e pela baixa liquidez em várias regiões, fazendo com que os compradores permanecessem cautelosos nas negociações.

De acordo com a TF Agroeconômica, a B3 encerrou mais um dia em baixa na quinta-feira, influenciada por quedas nas cotações em Chicago, pela valorização do dólar abaixo de R$ 5,00 e por ajustes positivos nas safras do Brasil e da Argentina.

A Conab elevou a previsão da safra brasileira para 140,17 milhões de toneladas.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou a projeção da safra brasileira de milho, aumentando de 139,57 milhões para 140,17 milhões de toneladas, mantendo a estimativa de exportações em 46,50 milhões de toneladas. Na Argentina, o aumento foi ainda mais significativo, subindo para 68 milhões de toneladas, um incremento de 1 milhão de toneladas em relação à previsão anterior, resultando em uma produção 30% maior que o recorde anterior, o que intensifica a concorrência no mercado regional.

Cotações e tendências regionais

Na B3, os contratos futuros apresentaram resultados mistos. O contrato para maio de 2026 fechou a R$ 65,22, com redução de R$ 0,01 no dia e uma queda semanal de R$ 0,80. O contrato de julho de 2026 registrou preço de R$ 67,02, com um pequeno recuo diário de R$ 0,08 e uma baixa semanal de R$ 0,37. Já o contrato de setembro de 2026 finalizou a R$ 69,94, apresentando uma diminuição diária de R$ 0,26, mas uma alta semanal de R$ 0,48.

No Rio Grande do Sul, a colheita atingiu 94% da área plantada, com o preço médio por saca estabelecido em R$ 58,08, o que representa uma leve queda semanal de 0,07%. Embora a pressão pela venda tenha diminuído e algumas reposições tenham ocorrido, a comercialização continua lenta.

Em Santa Catarina, os preços permanecem em torno de R$ 70,00 por saca, enquanto as propostas de compra giram em torno de R$ 65,00, mantendo o mercado travado. No Paraná, a expectativa de uma safrinha robusta tem feito com que os compradores assumam uma postura mais cautelosa, com cotações ao redor de R$ 65,00 e demandas próximas a R$ 60,00 CIF.

Em Mato Grosso do Sul, o aumento da oferta está pressionando as cotações, que variam entre R$ 51,00 e R$ 53,00 por saca, caracterizando uma liquidez baixa e negócios concentrados em necessidades imediatas.

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