Cenário internacional eleva preços e atrai compradores para o Brasil

Os contratos futuros de milho fecharam em alta nesta segunda-feira, estimulados por informações climáticas favoráveis e a escalada de tensões no Mar Negro. O contexto, conforme destaca a TF Agroeconômica, envolveu ondas de calor nos Estados Unidos e na Europa e um ataque russo a um navio transporte de milho da Ucrânia, o que reforçou a posição do Brasil como um fornecedor alternativo de grãos.
Na B3, o contrato de setembro de 2026 encerrou a R$ 69,43 por saca, marcando um aumento de R$ 0,51 em relação ao dia anterior e um total de R$ 1,64 em ganhos na semana. O contrato de novembro foi definido a R$ 73,58, com alta diária de R$ 0,82 e ganho semanal de R$ 2,44. Já janeiro de 2027 finalizou a R$ 75,92, com uma valorização de R$ 0,85 na sessão e um aumento semanal totalizando R$ 2,10.
No perfil do mercado físico, os preços variaram consideravelmente. Em algumas regiões, a redução na oferta dos vendedores e o início gradual da colheita da segunda safra sustentaram valores mais altos, enquanto em áreas produtoras a aceleração nas atividades de campo pressionou os preços para baixo. Enquanto alguns compradores buscam oportunidades, outros aguardam uma maior disponibilização do produto nas próximas semanas.
No Rio Grande do Sul, a liquidez baixa e a gradual oferta mantiveram os preços entre R$ 57 e R$ 65 por saca. Em Santa Catarina, a diferença entre as propostas de compra próximas a R$ 60 e as ofertas em torno de R$ 55 limitou as transações. No Paraná, a colheita atingiu 16% da área plantada, bem abaixo dos 40% do mesmo período em 2025, com alta umidade dificultando o ritmo de trabalho. Em Mato Grosso do Sul, o progresso nas colheitas também aumentou para 17%, comparado a 4% na semana anterior, com a demanda da indústria de bioenergia ajudando na absorção da oferta e diminuindo pressões sobre os preços.
✨ Os contratos futuros de milho apresentaram crescimento robusto, refletindo um ambiente internacional desafiador e as oportunidades para o Brasil no setor de exportação.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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