Negociações afetadas por colheita e demanda industrial

O mercado de milho nas regiões Sul do Brasil e Mato Grosso do Sul apresenta um cenário marcado pela incerteza, com negociações limitadas e uma ampla variação de preços. Segundo informações da TF Agroeconômica, a combinação de fatores como exportações, avanço da colheita e demanda por parte da indústria molda a dinâmica comercial, mas a liquidez ainda é escassa em muitas áreas.
No Rio Grande do Sul, os preços do milho variam entre R$ 58 e R$ 65 por saca, com uma média estadual de R$ 59,32, apresentando um aumento de 0,54% na última semana. As indústrias estão focadas na compra para reposição, enquanto os produtores estão relutantes em vender, aguardando melhores oportunidades no mercado.
Em Santa Catarina, os preços se aproximam de R$ 60,00, mas a demanda atual está na faixa de R$ 55,00 por saca, complicando novos negócios. Indústrias e consumidores estão gerindo seus estoques com cautela, comprando apenas conforme a necessidade. No Paraná, a situação é similar, com preços próximos de R$ 60,00 e uma demanda de cerca de R$ 55,00 CIF. O preço para o produtor no Paraná fechou na última semana em R$ 56,79, marcando uma alta de 7,8% em relação ao mês anterior.
A colheita da segunda safra no Paraná avançou para 73% das 2,9 milhões de hectares plantados, com 91% das lavouras apresentando condições adequadas, apesar de algumas questões de qualidade. Em Mato Grosso do Sul, os preços se mantêm entre R$ 48,00 e R$ 50,00 por saca, com a indústria de bioenergia ajudando a absorver parte da oferta, limitando, assim, a pressão sobre os preços.
✨ A liquidez no mercado continua restrita, refletindo a cautela entre compradores e vendedores.
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