Apesar da valorização, a comercialização permaneceu restrita a negócios pontuais.

O mercado brasileiro de soja registrou valorização dos preços nesta quarta-feira (28), mas as transações continuaram limitadas a negócios pontuais. Conforme Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, a sessão foi marcada pela volatilidade do dólar e das cotações na Bolsa de Chicago, com algumas indicações de compra mais favoráveis, especialmente nos portos.
Embora tenha havido uma melhoria nas ofertas, os volumes negociados mantiveram-se reduzidos. Os prêmios de exportação não mostraram variações significativas, enquanto os produtores seguiram segurando os estoques de soja. Silveira ainda destacou que os esforços dos agricultores estão voltados para o plantio da nova safra, fator que limita ainda mais a movimentação no mercado físico.
✨ Os preços da saca de 60 quilos apresentaram alta em várias regiões, exceto em Dourados (MS), onde se mantiveram estáveis.
Em termos de valores, a soja no Brasil viu os seguintes aumentos: Passo Fundo (RS) de R$ 151,00 para R$ 152,00, Santa Rosa (RS) de R$ 152,00 para R$ 153,00, Cascavel (PR) de R$ 146,50 para R$ 148,00, Rondonópolis (MT) de R$ 140,00 para R$ 141,00, Dourados (MS) permaneceu em R$ 142,00, Rio Verde (GO) subiu de R$ 140,00 para R$ 142,00 e Paranaguá (PR) aumentou de R$ 157,50 para R$ 159,00. No Rio Grande (RS), o preço passou de R$ 158,00 para R$ 159,00.
Por outro lado, os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) apresentaram uma queda nos preços tanto do grão quanto do óleo, enquanto o farelo teve uma leve alta. Essa foi a terceira sessão consecutiva de perdas, influenciada pela colheita em avanço nos Estados Unidos, que aumenta a oferta, e pela preocupação com a competitividade do produto americano em meio à desvalorização do real.
As perdas foram limitadas, porém, por compras de barganha e pela expectativa de uma redução na safra brasileira devido a um possível fenômeno El Niño. Segundo a Serasa Experian, a produção de soja no Brasil na temporada 2026/27 pode cair para 163,6 milhões de toneladas sob condições de um El Niño forte, em comparação a 181,2 milhões em um cenário neutro.
Nos Estados Unidos, a colheita de soja alcançou 79% da área até domingo, alinhando-se com as previsões do mercado. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também informou que a colheita de milho atingiu 60%. Exportadores norte-americanos informaram ao USDA a venda de 120 mil toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para a campanha 2026/27.
Os contratos futuros de soja com entrega em novembro encerraram em baixa de 4,75 centavos, cotados a US$ 12,24½ por bushel. Janeiro também teve queda, fechando a US$ 12,38 por bushel. No farelo, a posição de dezembro teve um ganho de US$ 1,10, enquanto os contratos de óleo recuaram para 65,56 centavos por libra-peso.
No câmbio, o dólar comercial fechou a sessão com uma leve queda de 0,03%, negociado a R$ 5,3463 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,3111 e R$ 5,3986.
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