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Agronegócio
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Mercado de soja mantém estabilidade com variações regionais

Preço da soja varia nas principais regiões produtoras do Brasil

Gabriel Rodrigues03 de agosto de 2026 às 07:15
Mercado de soja mantém estabilidade com variações regionais

O mercado físico de soja encerrou o dia 31 de julho de 2026 com uma estabilidade geral nas principais regiões produtoras do Brasil. No entanto, diferentes fatores locais como preços, frete e armazenamento influenciaram as negociações de maneira significativa.

Relatório da TF Agroeconômica revela que os portos apresentaram referências firmes, enquanto o cenário no interior do país envolveu variações pontuais e uma postura mais cautelosa por parte dos produtores.

Análise por Região

No Rio Grande do Sul, a colheita da safra 2025/26 foi concluída com sucesso, e a rede de armazenagem opera sem dificuldades. No Porto de Rio Grande, a soja atingiu o valor de R$ 148 por saca, enquanto nos mercados internos os preços flutuaram entre R$ 139 e R$ 140.

Em Passo Fundo, a discrepância entre os preços do balcão direto e os lotes negociados por corretoras se destacou. Santa Catarina, por sua vez, manteve os valores estáveis, com R$ 147 registrado no Porto de São Francisco do Sul e oscilações entre R$ 127 e R$ 143 no interior.

O atual ciclo do mercado é caracterizado por um ritmo de entressafra.

Produtores estão adiando as compras de insumos devido à queda dos preços em Chicago, retendo parte das safras para atender ao setor de ração. Além disso, o aumento dos custos com diesel pressiona os preços do frete em direção aos terminais portuários.

No Paraná, os preços oscilam conforme a proximidade com o terminal de Paranaguá e a qualidade dos lotes vendidos. Cascavel e Maringá registraram R$ 138, enquanto Ponta Grossa ficou em R$ 139 e Paranaguá atingiu R$ 145,29.

As rotas do Oeste enfrentam um encarecimento do frete que afeta a viabilidade das vendas. Em Mato Grosso do Sul, a estabilidade imperou com negociações variando entre R$ 125 e R$ 129, coexistindo com o milho safrinha nos armazéns.

Por fim, em Mato Grosso, a pressão vinda de Chicago e a alta ocupação dos silos impactaram os preços, resultando em quedas em algumas áreas, apesar de observar-se altas em outros.

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