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Agronegócio
2 min de leitura

Mercado da soja enfrenta queda com pressão externa e clima irregular

Impactos do petróleo e condições climáticas afetam preços.

Gabriel Rodrigues28 de julho de 2026 às 07:10
Mercado da soja enfrenta queda com pressão externa e clima irregular

O mercado da soja fechou a segunda-feira com uma expressiva queda, influenciada pela pressão externa que resultou em desvalorização em Chicago e efeitos variados nas principais regiões produtoras do Brasil.

De acordo com a TF Agroeconômica, a recente trégua no Oriente Médio resultou em uma queda nos preços do petróleo, que afetaram o complexo de óleos vegetais e, consequentemente, a soja. Os contratos de agosto na CBOT recuaram 3,17%, estabelecendo-se em US$ 12,0850 por bushel, enquanto setembro caiu 3,27%, para US$ 11,9975.

Além das pressões energéticas, previsões de frentes frias e tempestades no Meio-Oeste dos Estados Unidos reduziram preocupações sobre o desenvolvimento das lavouras, o que pode ter contribuído para a queda dos preços.

Situação da Safra 2025/26

No Brasil, a colheita da safra 2025/26 está quase concluída nas regiões acompanhadas. No Rio Grande do Sul, a colheita avançou para 98%, com uma produção estimada em 12,87 milhões de toneladas, cifra 8,3% inferior à previsão inicial, devido à irregularidade nas chuvas.

Produtores no Brasil relatam que os preços médios não estão cobrindo totalmente os custos de produção.

Em Santa Catarina, a retenção de parte da safra tem ocupado os armazéns, limitando espaço para os cultivos de inverno. No Paraná, a produção atingiu 26,3 milhões de toneladas, com um aumento de 6% em relação ao ciclo passado, mas alguns preços sofreram retração, mesmo em Paranaguá, onde os níveis estão entre os maiores do ano.

Desafios em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso

Em Mato Grosso do Sul, os custos do frete continuam sendo um grande obstáculo, podendo consumir até 25% do valor do grão. Além disso, a contratação de crédito rural caiu 21%. Já em Mato Grosso, o custo para a nova safra aumentou 3,35%, chegando a cerca de R$ 4,3 mil por hectare.

Esses fatores ampliam a cautela dos produtores, que enfrentam margens de lucro mais estreitas em um cenário de incerteza climática.

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