Com baixa disponibilidade da safra antiga e qualidade da nova colheita sob observação, preços sobem no Rio Grande do Sul.

O mercado de trigo no Sul do país passa por um período de ajustes nos preços, com baixa disponibilidade da safra antiga e atenção especial à qualidade dos primeiros lotes da nova colheita. De acordo com a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul, os preços já atingiram níveis mais elevados, enquanto vendedores começam a exigir valores mais altos devido à oferta reduzida.
No estado gaúcho, o trigo velho, que está próximo do fim, manteve algum movimento, com transações variando entre R$ 1.500 e R$ 1.530. Entretanto, os vendedores têm solicitado entre R$ 1.550 e R$ 1.600. Os primeiros lotes da nova safra apresentam variações, com PH entre 77 e 78 e glúten entre 21 e 22, totalizando um W de 180. Já os compradores estão indicando preços entre R$ 1.350 e R$ 1.400 no interior, mas a oferta está limitada.
✨ Os primeiros trigos colhidos enfrentam problemas de giberela e doenças fúngicas, apresentando PH entre 70 e 76.
Em Panambi, o preço subiu R$ 2, alcançando R$ 74 por saca. Em Santa Catarina, os moinhos estão abastecidos, realizando compras pontuais a R$ 1.520 FOB. A expectativa de alta com as chuvas diminui a disposição dos vendedores, enquanto ainda não há oferta do trigo novo.
Os preços para o trigo do Rio Grande do Sul variam entre R$ 1.500 e R$ 1.550 mais frete, podendo chegar a R$ 1.750 CIF. No balcão, os valores vão de R$ 71,50 em Joaçaba a R$ 79 em Xanxerê e Chapecó. No Paraná, a safra velha está praticamente reduzida a sobras de sementes, com a nova colheita apresentando qualidade desigual, o que leva os produtores a buscar renegociações de contratos.
Para o trigo Tipo 1 CIF moinho, as cotações variam de R$ 1.550 para entrega em setembro a R$ 1.450 em novembro. Adicionalmente, o trigo paraguaio foi cotado a US$ 320 nos Campos Gerais, enquanto o argentino com 11,5% chegou a US$ 325 em Paranaguá.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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