Análise da TF Agroeconômica sugere vendas parciais para proteger margens.

O mercado de trigo no Brasil ingressou em um período de preços elevados, enquanto o cenário internacional se apresenta com fatores que podem gerar novas oscilações. A TF Agroeconômica, em sua análise semanal, sugere que a estratégia mais prudente neste momento é a proteção gradual das margens.
Os agricultores são recomendados a aproveitar os níveis atuais para realizar vendas parciais, evitando a venda de toda a produção de uma só vez. Essa abordagem permite garantir parte da margem e manter alguma exposição a potenciais novas altas no preço do trigo.
✨ A comercialização do trigo ainda não colhido deve levar em conta a qualidade do produto, com fatores como PH e força de glúten impactando significativamente os preços.
Os produtores que mantêm trigo armazenado precisam comparar as cotações atuais com os custos de armazenamento e financeiros. Para a próxima safra, a recomendação é monitorar a relação entre os custos e os preços futuros, avaliando a possibilidade de fixações antecipadas quando as margens projetadas forem consideradas favoráveis.
As cooperativas devem aumentar a cobertura das vendas conforme avançam as negociações no mercado físico, evitando que estoques fiquem excessivamente expostos a correções de preços em Chicago. O uso de contratos futuros para proteção das compras e a segregação dos lotes por qualidade também são recomendados.
Entre os cerealistas, a orientação é evitar o aumento agressivo dos estoques sem proteção adequada e realizar vendas parciais da produção já adquirida. Para os moinhos, é necessário garantir antecipadamente parte da cobertura da matéria-prima, por meio de compras físicas, contratos futuros e gestão do câmbio.
A atenção deve permanecer sobre os indicadores de Chicago, fretes, trigo argentino e a paridade de importação, pois esses fatores têm potencial para alterar rapidamente o panorama do mercado brasileiro.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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