Situação se agrava no Rio Grande do Sul com preços em alta e preocupação com nova safra.

O mercado de trigo no Sul do Brasil continua enfrentando um cenário de menor disponibilidade e altas de preços. A TF Agroeconômica relata que a situação está mais crítica no Rio Grande do Sul, onde é considerado que preços em torno de R$ 1.500 por tonelada serão vistos como baixos nos próximos meses.
No estado, a quantidade de vendedores diminuiu consideravelmente, com transações iniciando a partir de R$ 1.450 por tonelada FOB e chegando a R$ 1.500, dependendo da qualidade e localização do produto. Recentemente, aproximadamente 3 mil toneladas foram negociadas ao custo de R$ 1.450, e os preços subiram entre R$ 50 e R$ 100 por tonelada durante o mês.
✨ Estimativas indicam que restam apenas 60 mil a 70 mil toneladas disponíveis fora dos estoques dos moinhos.
Há também preocupações em relação à nova safra, já que os primeiros trigos que floresceram no Rio Grande do Sul apresentam sinais de giberela devido a períodos prolongados de umidade. Isso pode resultar na presença de DON nos grãos, ameaçando a qualidade do produto.
Em relação à importação, o trigo argentino tem chegado a Canoas com um preço aproximado de R$ 1.586 por tonelada, enquanto as exportações estão paralisadas devido às atuais ofertas. Em Santa Catarina, a escassez de oferta elevou as tarifas para R$ 1.500 a R$ 1.550 por tonelada FOB, complicando o fechamento de compras pelos moinhos.
Ainda em busca de produtos, algumas indústrias estão procurando trigo no Rio Grande do Sul e no Paraná. No Paraná, o mercado permanece firme, com preços em R$ 1.500 no Norte e R$ 1.450 nos Campos Gerais, embora as ofertas da safra antiga sejam escassas. Para a nova safra, compradores preveem preços entre R$ 1.400 e R$ 1.500 por tonelada, dependendo do mês de entrega.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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