Mercado do boi gordo registra queda em diversas regiões
Cotação do boi gordo fica estável em algumas áreas, enquanto outras mostram recuo

O mercado do boi gordo enfrenta dificuldades com quedas nas cotações em diversas regiões, segundo dados da consultoria Safras & Mercado. Apesar da pressão, foi registrado um número limitado de transações concretizadas, resultando em oscilações entre estabilidade e recuos nos preços.
✨ Dentre as 33 regiões monitoradas, 18 mantiveram preços inalterados e 14 apresentaram quedas, com excepcionais aumentos somente em Alagoas.
Nos principais polos, como Araçatuba e Barretos, em São Paulo, o preço do boi gordo continua em R$ 350 pela arroba para pagamentos a prazo. As cotações de outras categorias bovinas, como o “boi China”, vacas e novilhas, também permaneceram estáveis.
As indústrias, que estavam bem abastecidas, estavam ativas na compra, mas oferecendo menos pela carne. Este cenário reflete uma oferta que se alinha à demanda, mas sem excedentes, no entanto, a preocupação quanto à cota de importação da China está aumentando, especialmente à medida que essa cota se aproxima do limite.
As vendas internas de carne bovina não apresentam o vigor esperado, o que torna crucial a aceitação dos preços pelos vendedores para a movimentação do mercado. As condições climáticas, apesar do frio, têm favorecido o crescimento das pastagens, o que permite um controle nas ofertas por parte dos produtores.
Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, observa que as indústrias que exportam para a China estão reavaliando suas estratégias, considerando a diminuição da presença chinesa no mercado devido ao esgotamento das cotas de exportação. Por outro lado, as exportações para os Estados Unidos continuam em alta, com uma demanda crescente por parte dos compradores norte-americanos.
✨ As exportações de carne bovina do Brasil somaram 129,7 mil toneladas nos primeiros nove dias de junho, representando um aumento de 19,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Contexto Adicional
Em junho de 2026, a cotação média da tonelada exportada foi de US$ 6,6 mil, um acréscimo de 20,4% em relação a junho de 2025. Isso posiciona o mês como potencialmente o melhor junho em termos de faturamento histórico para o setor.
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