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Agronegócio
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Mercado do milho: preços em alta no Brasil, mas custos aumentam

Cotação em Chicago cai, mas preços físicos no Brasil apresentam leve melhora.

Carlos Silva29 de maio de 2026 às 10:45
Mercado do milho: preços em alta no Brasil, mas custos aumentam

O mercado de milho encerrou a semana com uma fase de baixa nas cotações em Chicago, melhorando levemente os preços físicos no Brasil, mas com forte pressão sobre os custos de produção. O contrato mais próximo na Bolsa de Chicago teve seu fechamento em US$ 4,55 por bushel, uma queda em relação aos US$ 4,62 da semana anterior.

Diante disso, nos Estados Unidos, o plantio do milho tem avançado a um ritmo superior ao histórico, com 86% da área total semeada até 24 de maio, superando a média de 83% para este momento do ano. Além disso, 60% do milho plantado já havia germinado, levemente acima da média de 58%.

Melhora nos Preços Físicos no Brasil

No Brasil, as cotações do milho apresentaram uma leve alta, com valores em regiões gaúchas alcançando R$ 58,00 por saco. Outras praças do país registraram preços variando entre R$ 44,00 e R$ 62,00 por saco. Dados da CEEMA indicam que os preços CIF estão em R$ 65,00 por saco no Porto de Santos e R$ 68,00 no Porto de Paranaguá.

A pressão sobre os custos de produção é um grande desafio para os produtores, com aumentos altos nos insumos.

Um estudo do Imea, em conjunto com o Senar-MT, apontou que o milho liderou o aumento de custos no Mato Grosso para a safra de 2026/27. Em abril, o custeio subiu 2,3%, impulsionado particularmente pelas elevações nos preços dos fertilizantes e defensivos agrícolas.

Em relação aos custos operacionais, constatou-se uma alta de 1,72% no comparativo mensal, resultando em custeio de R$ 3.772,24 por hectare, incremento de 7,2% em relação ao ano anterior. Os custos operacionais efetivos chegaram à média de R$ 5.176,14 por hectare.

Exportações em Alta, Mas Rentabilidade Comprometida

Nas exportações, o Brasil embarcou 201.735 toneladas de milho entre os primeiros 15 dias úteis de maio, um aumento significativo de 625% em comparação à média diária do mesmo período do ano anterior. No entanto, o valor médio por tonelada exportada sofreu uma queda de 42,9%, passando de US$ 467,10 em maio de 2025 para US$ 266,60.

Com a colheita da safrinha no Mato Grosso em andamento, até 22 de maio apenas 0,57% da área foi colhida, apresentando uma produtividade média inicial de 118,7 sacos por hectare. Para os produtores, o cenário é de cautela, com a necessidade de monitorar cuidadosamente os preços internos e os custos.

A produtividade da safrinha será crucial para o equilíbrio das margens, especialmente em áreas onde o preço do milho se aproxima de R$ 40,00 por saco.

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