Redução nas aplicações de adubos reflete volatilidade e pressões econômicas

O mercado brasileiro de fertilizantes, após um recorde de 49,1 milhões de toneladas entregues em 2025, deve enfrentar uma retração estimada entre 10% e 15% em 2026, conforme dados apresentados no 20º Simpósio Sindiadubos NPK 2026, realizado em Curitiba (PR).
O recuo na aplicação de nutrientes, acumulado de janeiro a setembro, atingiu diferentes adubos: a média aplicada de fósforo teve uma redução entre 20% e 25%, de nitrogênio caiu 21%, a ureia foi 20% menos aplicada e o sulfato de amônia teve recuo de 18%.
✨ Em 2026, as entregas devem fechar em 43,6 milhões de toneladas, valor 11% inferior ao registrado em 2025, segundo a análise de Jeferson Souza, da Agrinvest Commodities.
Os dados revelam um desempenho impactado por um ambiente de volatilidade de preços, pressões geopolíticas internacionais, além de fatores econômicos e regulatórios no Brasil. Os conflitos geopolíticos, sanções comerciais e restrições de navegação afetaram o fornecimento, enquanto as altas taxas de juros, custos de frete e mudanças na tributação diluíram as margens de rentabilidade dos produtores rurais.
Apesar deste cenário desafiador, projeções indicam uma recuperação para 2027, com entregas previstas de 47,5 milhões de toneladas, impulsionadas por novos vetores de demanda no agronegócio, como o aumento do uso de milho para etanol e a expansão do cultivo de culturas alternativas.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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