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Agronegócio
2 min de leitura

Mercado pecuário brasileiro enfrenta pressão nos preços do boi gordo

Cenário de acomodação impacta negociações e preços no setor

Fernanda Lima07 de maio de 2026 às 10:15
Mercado pecuário brasileiro enfrenta pressão nos preços do boi gordo

Atualmente, o mercado pecuário brasileiro está passando por um momento de ajuste, com uma queda significativa nos preços do boi gordo, que anteriormente haviam registrado valorização.

Dados da StoneX revelam que, nas últimas semanas, as cotações começaram a cair na maioria das regiões, indicando uma maior prudência nas transações e a necessidade de adequar os valores.

Comportamento Regional do Abate

As escalas de abate demonstraram um comportamento distinto por região. Na Bahia, foi observada uma melhoria significativa, ao passo que Minas Gerais viu uma extensão nos horários de abate, oferecendo um alívio à indústria.

No entanto, no Pará, Goiás e Rondônia, as programações de abate se tornaram mais curtas, embora não tenham mostrado um aperto significativo na disponibilidade de bois prontos para o mercado.

Disparidade no Mercado de Reposição

Quando se analisa o mercado de reposição, a situação é diferente. Os preços de bezerras e bois magros permanecem elevados, enquanto a arroba do boi gordo está sob pressão, resultando em condições desfavoráveis para os pecuaristas.

Em Mato Grosso do Sul, o descompasso entre os preços em alta na reposição e a pressão no boi gordo é especialmente acentuado.

Exportações como Ponto de Apoio

As exportações de carne bovina continuam a ser um pilar de sustentação para o setor. Os embarques estão em um ritmo robusto, com fluxos regulares e preços médios altos, ajudando a equilibrar a oferta disponível no mercado nacional.

Embora esse desempenho do comércio exterior tenha contribuído para conter quedas mais drásticas, a acomodação nas cotações ainda é evidente nas praças pecuárias.

Mercado Futuro em Ajuste

Na B3, os contratos futuros do boi gordo também refletiram a pressão do momento, com desvalorização ao longo da semana, principalmente nos vencimentos entre maio e agosto. No entanto, o final do período observou um leve ajuste positivo, evidenciando uma possível tentativa de estabilizar os preços frente à demanda externa aquecida.

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