Baixo interesse dos compradores e aumento na oferta interna impactam cotações

Os preços do milho recuaram no mercado brasileiro nos últimos dias, pressionados pelo baixo interesse dos compradores e pela desvalorização das cotações no mercado internacional.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), parte dos consumidores está abastecida para o curto prazo e, por isso, evita a aquisição de novos lotes.
Além da demanda enfraquecida, a expectativa de maior disponibilidade do cereal no mercado doméstico também pesa sobre as cotações.
✨ As exportações brasileiras seguem abaixo das registradas no ano passado, levando compradores a acreditarem em um possível aumento da oferta interna.
A perspectiva ocorre em meio à expectativa de uma produção recorde. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira de milho 2025/26 deve alcançar 144 milhões de toneladas, mesmo com redução na produtividade.
Com compradores mais cautelosos e a possibilidade de maior disponibilidade do cereal, vendedores têm demonstrado maior disposição para fechar negócios.
De acordo com o Cepea, produtores estão mais flexíveis nas negociações, tanto em relação aos preços quanto às condições de entrega e aos prazos de pagamento.
O cenário mantém a pressão sobre o mercado físico, com a demanda imediata enfraquecida e compradores aguardando condições mais favoráveis antes de retornar às aquisições de novos lotes.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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