Projeções de produção positiva mantêm comercialização em segundo plano.

O mercado brasileiro de soja enfrenta uma fase de poucos negócios e recuo de preços nas principais praças do país. Essa tendência é resultante da queda das cotações na Bolsa de Chicago, levando os produtores a priorizarem o plantio da nova safra em detrimento da comercialização.
As perspectivas otimistas para a produção brasileira contribuíram para essa mudança, conforme as estimativas divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O relatório de outubro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a projeção para a safra norte-americana de soja em 2026/27 para 4,562 bilhões de bushels, ou 124,15 milhões de toneladas, superando a estimativa anterior de 4,535 bilhões de bushels.
No que se refere à produtividade das lavouras nos EUA, a revisão foi de 52,8 para 53,1 bushels por acre, com os estoques finais projetados em 315 milhões de bushels. As expectativas do mercado também apontavam para 311 milhões de bushels em estoques.
✨ Para a safra mundial de soja em 2026/27, o USDA estima uma produção de 442,70 milhões de toneladas, com estoques finais acima das expectativas do mercado.
No Brasil, a Conab prevê que a produção alcance 181,616 milhões de toneladas na safra de 2026/27, um crescimento de 0,7% em relação ao ciclo anterior. A área plantada deve avançar 1,4%, enquanto a produtividade média poderá recuar 0,8%. Esses dados refletem um bom cenário de oferta, com impactos diretos nas decisões de comercialização dos produtores.
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