Fatores como clima e conflitos geopoliticos podem impactar preços

O mercado agrícola enfrenta um horizonte repleto de volatilidade, especialmente para a soja e o milho, conforme aponta um relatório divulgado nesta sexta-feira (4) pela Hedgepoint Global Markets. Essa instabilidade decorre de fatores como a produtividade nos Estados Unidos, condições climáticas no Brasil, tensões geopolíticas e a dinâmica dos fluxos comerciais.
Luiz Fernando G. Roque, coordenador de Inteligência de Mercado da Hedgepoint, ressalta que, apesar de os fundamentos apoiarem a manutenção dos preços, os riscos permanecem altos enquanto o país se dirige para o segundo semestre.
✨ A safra brasileira de soja é projetada em 181,7 milhões de toneladas, mantendo-se estável em relação ao ciclo anterior.
A previsão inclui um pequeno crescimento de 0,9% na área cultivada, abaixo do crescimento de cerca de 3% previsto pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A Hedgepoint menciona que a combinação de preços em queda e custos operacionais elevados, especialmente com fertilizantes, poderá limitar investimentos e expansão da produção.
Em termos de exportação, as projeções indicam que o Brasil deve exportar até 114 milhões de toneladas de soja, superando o recorde anterior de 108 milhões. Para o milho, a produção estimada para 2025/26 é de 140,3 milhões de toneladas, com 41 milhões de toneladas projetadas para exportação e um crescimento do consumo interno para etanol aproximando-se de 29 milhões de toneladas.
No cenário internacional, as expectativas de produção de milho na Argentina variam entre 63 e 70 milhões de toneladas, e a União Europeia viu sua produção cair significativamente. A Hedgepoint observa que a forte demanda por soja e milho será afetada pela competição internacional e incertezas climáticas.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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