Câmbio continua a restringir avanço dos preços internos, impactando a liquidez.

O mercado de soja brasileiro apresentou uma recuperação limitada em algumas regiões, enquanto outras registraram novas quedas. Essa situação é influenciada pelo câmbio, que ainda restringe os efeitos positivos de Chicago nos preços internos.
De acordo com a TF Agroeconômica, a valorização do real, com o dólar cotado a R$ 4,9771, mantém a formação dos preços domésticos pressionada, reduzindo o espaço para aumentos mais significativos.
No Rio Grande do Sul, os preços em cidades como Passo Fundo, Santa Rosa e Rio Grande registraram valores de R$ 147,40, R$ 148,40 e R$ 156,40, respectivamente. Contudo, essas melhoras foram restritas a indicações, sem uma correspondência na liquidez do mercado.
✨ Produtores estão segurando a oferta, e os compradores evitam aumentar seus lances, impactados pelo excesso de chuva que prioriza o plantio.
Em Santa Catarina, a recuperação observada em Chicago foi neutralizada pelo câmbio, com preços em Abelardo Luz a R$ 155,00. A umidade elevada limita as operações no campo, reforçando a postura defensiva na comercialização.
No Paraná, os preços se mantiveram estáveis, com Cascavel a R$ 143,00 e Paranaguá a R$ 154,00, após quedas anteriores e sem convergência entre compradores e vendedores.
No Mato Grosso do Sul, Dourados viu uma queda para R$ 144,00 por saca, mesmo com as altas em Chicago, enquanto em Mato Grosso, as cidades apresentaram preços variando, com Campo Verde a R$ 144,90 e Sorriso a R$ 138,70. O foco dos produtores está no avanço do plantio, com vendas surgindo apenas por necessidades financeiras.
Vale destacar que a indústria no Mato Grosso exerce crescente importância, representando 21,6% da capacidade de processamento nacional.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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