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Agronegócio
2 min de leitura

Mercados agrícolas em alta devido a clima e fatores geopolíticos

Os principais produtos agrícolas apresentam valorização em Chicago nesta semana.

João Pereira27 de abril de 2026 às 10:15
Mercados agrícolas em alta devido a clima e fatores geopolíticos

Os mercados agrícolas começaram a semana em alta em Chicago, impulsionados por um ambiente repleto de volatilidade e atenção às condições climáticas nos Estados Unidos, além da influência de fatores geopolíticos nas commodities.

Nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026, a TF Agroeconômica reportou movimentos positivos para trigo, soja e milho, sustentados por uma demanda crescente, flutuações cambiais, preços do petróleo e expectativas de avanço no plantio norte-americano.

Trigo e Soja em Alta

Os contratos de trigo na CBOT iniciaram o dia com um ligeiro aumento, seguindo a tendência de valorização observada na semana anterior. O contrato de maio de 2026 estava cotado a US$ 613,75, marcando uma elevação de 5,50 pontos, enquanto o vencimento de dezembro de 2026 subia 5,00 pontos, situando-se em US$ 654,50.

O mercado físico no Paraná apresentou valor de R$ 1.335,79 por tonelada, embora tenha registrado uma leve queda de 0,18% no dia, com uma alta de 3,96% no mês.

No Rio Grande do Sul, a referência foi de R$ 1.260,04, com um ganho diário de 1,28% e 9,31% no acumulado mensal. Essas movimentações foram apoiadas por tensões geopolíticas persistentes, uma demanda sólida e a desvalorização do dólar frente ao euro.

Além disso, o mercado aguardava a licitação da Arábia Saudita para aquisição de mais de 700 mil toneladas de trigo.

Em relação à soja, os preços também se mostraram em alta, com o contrato de maio de 2026 atingindo US$ 1.167,25, um aumento de 3,50 pontos. O farelo subiu para US$ 328,50, enquanto o óleo teve uma leve queda para US$ 71,70.

No mercado físico, o interior do Paraná apresentava uma referência de R$ 120,91, alta de 0,35%, e em Paranaguá, o preço era de R$ 127,74, avançando 0,66%. Esses preços foram sustentados pela recuperação do farelo, firmeza do petróleo e tensões no Oriente Médio.

Expectativas para o Milho

O milho também seguiu a trajetória positiva, com o contrato de maio de 2026 na Chicago cotado a US$ 459,50, uma elevação de 4,50 pontos. Na B3, o milho de maio subiu 0,48%, alcançando R$ 68,42.

No mercado físico, o preço médio foi de R$ 66,63, representando uma alta diária de 0,41%.

O suporte para o milho origina-se do forte ritmo das exportações americanas e das previsões de chuvas que podem impactar o plantio no Meio-Oeste, apesar de há indícios de precipitações abaixo da média para os próximos dias.

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