Expectativas de oferta global e clima nos EUA influenciam os preços.

Os mercados agrícolas iniciam esta quinta-feira com movimentos distintos, em meio a ajustes de posições, clima nos Estados Unidos e expectativas para a oferta global.
Segundo a TF Agroeconômica, a soja e o milho operam em alta em Chicago, enquanto o trigo apresenta quedas nos mercados norte-americanos.
Na soja, os principais contratos avançam pouco mais de 6 pontos. Novembro é negociado perto de US$ 13,14 por bushel, ou cerca de US$ 483 por tonelada, enquanto maio de 2027 supera US$ 13,40 por bushel, próximo de US$ 493 por tonelada.
✨ O suporte vem das compras chinesas de soja dos Estados Unidos, do clima quente e seco em áreas do Meio-Oeste e da expectativa pelo relatório mensal do USDA nesta sexta-feira.
O USDA informou vendas privadas de 340 mil toneladas para a China e 100 mil toneladas para destinos não identificados.
O milho reage após cinco sessões consecutivas de queda, impulsionado pela possível redução na projeção de produção norte-americana pelo USDA. A alta do petróleo e as restrições às exportações ucranianas pelo Mar Negro também favorecem as cotações.
A Expana reduziu sua estimativa de produção do bloco de 49,10 milhões para 46,20 milhões de toneladas, volume 18,9% menor que no ciclo anterior.
O trigo recua após as altas da véspera, com a Expana elevando a previsão de exportações de trigo mole da União Europeia em 2026 para 29,50 milhões de toneladas, devido a menores vendas de Rússia e Ucrânia.
Na Argentina, a BCR aumentou a projeção da safra 2026/2027 para 21 milhões de toneladas.
Nos indicadores, o dólar futuro brasileiro avança 0,41%, a R$ 5,1345, e o Brent sobe 2,13%, a US$ 103,93, enquanto o índice dólar ganha 0,21%.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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