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Agronegócio
2 min de leitura

Mercados agropecuários sem tendência clara em julho

Soja e milho mostram comportamentos distintos enquanto boi gordo se recupera.

Gabriel Rodrigues01 de agosto de 2026 às 14:45
Mercados agropecuários sem tendência clara em julho

Os principais mercados agropecuários brasileiros apresentaram resultados contraditórios ao longo de julho. Enquanto a soja registra queda em Chicago, o boi gordo conseguiu se recuperar no mercado físico nacional.

Desempenho da Soja

O contrato de soja com vencimento mais próximo em Chicago fechou no dia 30 de julho cotado a US$ 11,77 por bushel, uma diminuição de aproximadamente 5,7% em relação ao valor de US$ 12,48 observado em 24 de julho. Com isso, os derivados da soja também sofreram perdas; por exemplo, o farelo de soja caiu 5,3%, enquanto o óleo enfrentou uma redução de 9,6%.

Os preços da soja brasileira oscilaram entre R$ 140 e R$ 150 por saca nos portos, enquanto na produção interna ficaram entre R$ 119 e R$ 127,50.

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Mercado do Milho

Já o milho na B3 teve variações moderadas, com o contrato para setembro de 2026 fechando a R$ 69,78 por saca. No mercado físico do Rio Grande do Sul, os preços variaram entre R$ 58 e R$ 63. A demanda por bioenergia ajudou a manter a estabilidade dos preços apesar de algumas oscilações.

Açúcar e Trigo

O açúcar viu uma semana menos volátil, com o contrato de outubro em Nova York mantendo alta em torno de 14,77 centavos de dólar. A colheita no Centro-Sul e o aumento da oferta limitaram as perspectivas de valorização. No trigo, os preços médios para os produtores em julho superaram R$ 70 por saca, mas ficaram abaixo do registrado no ano anterior.

Mercado Pecuário

O boi gordo, por sua vez, fechou julho com um aumento de 3,9% nas cotações. O aumento se refletiu também no 'boi China' e nas vacas, que valorizaram 2,9% e 2,4%, respectivamente.

Tendências Futuras

As discrepâncias nos mercados agrícolas refletem as condições climáticas e as dinâmicas de demanda. Enquanto o clima nos EUA é a chave para a soja, o milho está sujeito a pressões de diversas indústrias, e as proteínas animais dependem mais da renda do consumidor, indicando um cenário de incerteza para o futuro próximo.

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