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Agronegócio
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Mercosul e UE: Acordo Comercial Provisório Impacta Agronegócio

Tarifas zeradas para produtos brasileiros nas exportações à UE

Camila Souza Ramos01 de maio de 2026 às 09:10
Mercosul e UE: Acordo Comercial Provisório Impacta Agronegócio

O Acordo Mercosul–União Europeia, que levou mais de 20 anos para ser negociado, começa sua implementação de forma provisória nesta sexta-feira (1º). Este tratado será decisivo para o agronegócio brasileiro, com a expectativa de estimular exportações enquanto intensifica a competição com produtos da UE no mercado local.

Mudanças Tarifárias Imediatas

Com o início da vigência do acordo, cerca de 39% dos produtos agropecuários brasileiro que vão para a União Europeia terão tarifas zeradas já no primeiro ano. A expectativa é que este benefício se expanda com o tempo, com a UE eliminando tarifas para cerca de 93% dos produtos do Mercosul em um prazo de até 10 anos.

Por sua vez, o Mercosul também se compromete a isentar aproximadamente 91% dos produtos europeus em um período que pode chegar a 15 anos.

O acordo cria um novo panorama de competitividade para produtos brasileiros, mas também traz desafios sérios para o setor.

Desafios e Oportunidades no Setor

Embora a redução das tarifas favoreça a competitividade dos produtos brasileiros na Europa, a concorrência interna se intensificará com itens importados da União Europeia a preços mais baixos. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alerta que os produtores irão necessitar de adaptações para satisfazer rigorosos padrões sanitários, técnicos e ambientais impostos pela UE.

O acesso ao mercado europeu não é garantido apenas pela eliminação de tarifas, demandando também o cumprimento de requisitos sanitários e a credenciamento de estabelecimentos, como frigoríficos, pelas autoridades da União Europeia.

Transição Cuidadosa para Setores Sensíveis

O acordo estabelece regras específicas para setores que são considerados sensíveis, liberando a abertura do mercado de forma gradual mediante cotas tarifárias e salvaguardas para proteger a produção local.

Pequenos e médios produtores podem encontrar novas oportunidades através de cooperativas e agroindústrias exportadoras.

Expectativa Geral com a Vigência Provisória

Apesar dos efeitos comerciais imediatos, o pacto ainda precisa da aprovação do Parlamento Europeu e dos parlamentos nacionais dos estados membros da União Europeia para ser implementado oficialmente. O andamento do processo político nesse bloco será crucial para a continuidade da aplicação do acordo.

Com a entrada em vigor do acordo, o setor agropecuário brasileiro agora funciona em um contexto com maior previsibilidade comercial, mas também se torna mais exposto à concorrência internacional. Especialistas recomendam que produtores se preparem através de aumento de produtividade, escalabilidade, rastreabilidade e acesso ao crédito para maximizar os benefícios do tratado.

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