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Agronegócio
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Método inovador identifica carnes com precisão em 20 minutos

Nova tecnologia melhora controle de qualidade e combate fraudes

Gabriel Rodrigues07 de julho de 2026 às 04:35
Método inovador identifica carnes com precisão em 20 minutos

Pesquisadores da Embrapa Gado de Corte, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e da Universidade Estadual Paulista desenvolveram uma técnica inédita que promete revolucionar a identificação de diferentes tipos de carne em um tempo recorde de 20 minutos.

Esta nova abordagem utiliza a espectrometria de massas MALDI-TOF, permitindo uma análise mais rápida, precisa e econômica, a qual possibilita a fiscalização sanitária e a certificação de produtos no mercado de carnes.

A metodologia pode identificar carnes bovinas, suínas, de frango e de tilápia, além de distinguir entre raças bovinas como Nelore e Angus.

O método se baseia na análise do perfil de massa das proteínas presentes em cada tipo de carne, o que gera uma espécie de 'impressão digital' molecular. Com isso, os pesquisadores construíram um banco de dados robusto que permite a comparação e a identificação automática de novas amostras.

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O banco de dados permite avaliar a qualidade do produto e também pode ser utilizado em ações de fiscalização

Newton Verbisck, pesquisador da Embrapa Gado de Corte.

De acordo com Verbisck, a técnica surge como uma alternativa eficaz às análises genéticas convencionais, que costumam ser mais complexas e demoradas.

As potenciais aplicações vão além da simples identificação de carnes, incluindo o controle de qualidade, rastreabilidade biológica e proteção ao consumidor contra fraudes e adulterações.

Atualmente, o equipamento necessário para implementar essa tecnologia está disponível somente na Embrapa Gado de Corte, em Mato Grosso do Sul, mas há planos de expandir sua utilização.

Como funciona a tecnologia

A técnica MALDI-TOF envolve a extração de proteínas de um pequeno pedaço da carne, que são então analisadas em um tubo sob vácuo após serem transformadas em íons pelo laser. O tempo que esses íons levam para alcançar o detector é usado para calcular suas massas, permitindo uma identificação precisa.

Os pesquisadores visam expandir o banco de dados para incluir um maior número de espécies, aumentando ainda mais a utilidade da tecnologia no mercado.

Essa inovação promete incrementar os sistemas de rastreabilidade da cadeia de proteínas animais, assegurando a origem dos produtos ao consumidor e elevando a confiança nas informações fornecidas.

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