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Agronegócio
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Milho apresenta alta no mercado futuro impulsionado por clima e exportações

A valorização do milho reflete a qualidade das safras e o aumento nas exportações.

Gabriel Rodrigues07 de julho de 2026 às 07:45
Milho apresenta alta no mercado futuro impulsionado por clima e exportações

O mercado de milho iniciou sua semana com uma valorização significativa nos contratos futuros, influenciado por condições climáticas adversas no Hemisfério Norte e um aumento nas exportações do Brasil.

De acordo com a TF Agroeconômica, a B3 acompanhou os ganhos observados nas bolsas de Chicago e Paris, já que a onda de calor nos Estados Unidos pode prejudicar a qualidade da colheita e, ao mesmo tempo, já está afetando a produção na Europa. Esse cenário coloca o milho brasileiro em uma posição favorável no exterior.

No mês de junho, as exportações totalizaram 434 mil toneladas – um crescimento de quase 18% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Até o dia 2 de julho, 30% da segunda safra já havia sido colhida, aumentando a oferta disponível para embarques.

Na B3, a negociação para julho de 2026 fechou em R$ 64,87, com uma alta de R$ 0,47, enquanto setembro finalizou em R$ 68,30, avançando R$ 1,30, e novembro encerrou a R$ 71,31, crescendo R$ 0,81.

Apesar da valorização nos contratos futuros, o mercado físico continua com baixa liquidez. No Rio Grande do Sul, os preços variam entre R$ 56 e R$ 65 por saca. Em Santa Catarina, a discrepância entre preços pedidos e oferecidos tem dificultado as negociações. No Paraná, compradores estão em espera de uma maior oferta da segunda safra.

As regiões Centro-Oeste e Minas Gerais mantêm uma postura cautelosa, com a entrada de novos volumes e uma expectativa de produção recorde limitando reações mais intensas nos preços. Em Mato Grosso do Sul, a demanda do setor de bioenergia ainda sustenta parte do consumo, mas sem afetar o ritmo das transações.

Nos estados de Goiás e Mato Grosso, a diminuição das chuvas tem favorecido a colheita e ampliado a disponibilidade, embora problemas pontuais de qualidade devido à umidade ainda sejam reportados. O mercado interno depende de um aumento na demanda e exportações mais robustas para recuperar liquidez e oferecer suporte aos preços.

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