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economia
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Exportações brasileiras para os EUA caem 16% em 2026

Produto brasileiro enfrenta novas tarifas comerciais

Gabriel Rodrigues10 de junho de 2026 às 12:30
Exportações brasileiras para os EUA caem 16% em 2026

As exportações do Brasil para os Estados Unidos experimentaram uma queda expressiva de 16% nos primeiros cinco meses de 2026, totalizando apenas US$ 14 bilhões, o menor valor alcançado desde 2022.

Esse declínio ocorre em meio a uma crescente preocupação em relação a novas tarifas comerciais que podem impactar produtos brasileiros, conforme revelado por dados da Amcham Brasil.

O comércio bilateral totalizou US$ 29,5 bilhões, uma diminuição de 14,3% em comparação ao ano anterior.

Cenário de Tensão Comercial

As tensões comerciais têm aumentado recentemente, especialmente após a divulgação de relatórios relativos às investigações da Seção 301, lideradas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR)..

Se as propostas de tarifas forem implementadas, produtos brasileiros podem enfrentar sobretaxas que chegam a 37,5%.

Importações em Queda

Além da redução nas exportações, as importações do Brasil provenientes dos Estados Unidos também diminuíram, atingindo US$ 15,5 bilhões, uma queda de 12,6%. Isso resultou em um déficit comercial brasileiro de US$ 1,5 bilhão, um aumento de 43,3%.

Os principais produtos responsáveis pela diminuição das exportações incluem petróleo bruto, café não torrado e semiacabados de ferro ou aço, enquanto as importações sofreram quedas significativas em setores como motores e aeronaves.

Os dados indicam que em maio os embarques brasileiros para os Estados Unidos totalizaram US$ 3,1 bilhões, marcando o décimo mês consecutivo de retração.

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O comércio bilateral continua operando abaixo do seu potencial

Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil

Abrão Neto ressaltou que é fundamental avançar nas negociações para evitar a imposição de novas tarifas e incentivar uma recuperação no comércio entre Brasil e Estados Unidos.

Enquanto as exportações brasileiras ao resto do mundo cresceram 8,7% neste mesmo período, as vendas para o mercado americano caíram, o que destaca o impacto negativo das possíveis novas barreiras comerciais.

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