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Agronegócio
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Milho safrinha deve ocupar 18,3 milhões de hectares em 2026

Produtores enfrentam desafios climáticos, com queda na produção prevista.

Giovani Ferreira07 de maio de 2026 às 18:40
Milho safrinha deve ocupar 18,3 milhões de hectares em 2026

Os agrícolas brasileiros planejam semear 18,3 milhões de hectares de milho safrinha na safra 2025/26, conforme aponta um relatório da Agroconsult, que indica um aumento de 1,5% em relação à temporada anterior.

Projeção de cultivo enfrenta dificuldades devido a questões climáticas.

André Debastiani, coordenador da expedição Rally da Safra, esclarece que, apesar do crescimento na área cultivada, muitos agricultores tiveram que reprogramar suas semeaduras devido à prorrogação do calendário de plantio, o que aumentou o risco do cultivo.

Embora a área cultivada de milho tenha aumentado, a produção total deve cair aproximadamente 9,5%, totalizando 112,1 milhões de toneladas, abaixo do recorde de 123,9 milhões de toneladas alcançado na safra anterior.

A Agroconsult atribui essa previsão de queda à umidade excessiva registrada em fevereiro e março, que atrasou tanto a colheita da soja quanto a implantação da segunda safra, impactando negativamente o desempenho em locais como Goiás, onde 46% das lavouras foram semeadas fora do período ideal.

Em contraste, regiões como o Oeste e Médio-Norte de Mato Grosso prosperam, com cerca de 95% das lavouras plantadas dentro da janela mais favorável.

Outro fator relevante para a safrinha é o clima, especialmente o período seco vivido em abril, com algumas áreas enfrentando até 30 dias sem chuvas. Regiões que sofreram com semeaduras tardias foram as que tiveram a menor precipitação.

No que diz respeito ao potencial produtivo, Goiás e Mato Grosso do Sul têm apenas 39% das lavouras com alta expectativa de rendimento, caindo de 62% e 53% da temporada anterior, respectivamente. Minas Gerais está ainda mais abaixo, com somente 25% das lavouras com alto potencial, em comparação a 46% no ciclo anterior.

Por outro lado, Mato Grosso apresenta um cenário mais otimista, com aproximadamente 80% das plantações mantendo um elevado potencial produtivo.

Debastiani ressalta que o clima de maio será crucial para garantir o potencial dessas lavouras, e avaliações de campo serão essenciais para recalibrar as expectativas até o término do ciclo de milho em junho.

Comparado à safra anterior, a produtividade média está prevista para cair de 114,4 sacas por hectare para 101,9 sacas, com a maioria dos estados produtores apresentando diminuições, exceto São Paulo, que se mantém estável.

O Rally da Safra, que ocorrerá entre 11 de maio e 23 de junho, irá monitorar as condições da segunda safra de milho em cinco estados, avaliando clima, janelas de plantio e investimentos nas lavouras.

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