Dados indicam leve crescimento na moagem em relação ao ciclo passado, com destaque para o Nordeste.

A moagem de cana-de-açúcar nas regiões Norte e Nordeste totalizou 9,943 milhões de toneladas até 15 de setembro de 2026/27, apresentando um crescimento de 0,1% em comparação ao mesmo período do ciclo anterior.
Os dados foram divulgados pela Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), com base em informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e representam 16,7% da moagem prevista para a safra, que é de quase 60 milhões de toneladas nas duas regiões.
Regionalmente, o Norte registrou uma moagem de 4 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 3,6% em relação ao ano anterior. No Nordeste, por outro lado, o processamento atingiu 5,8 milhões de toneladas, com um avanço de 2,9% no mesmo período.
✨ Até a data mencionada, a execução da moagem prevista para a safra 2026/27 atingiu 52,4% no Norte e 11,3% no Nordeste.
Dentre as toneladas processadas, 50,49% foram destinadas à produção de etanol, indicando um mix mais alcooleiro, enquanto a produção total de açúcar nas duas regiões somou 294 mil toneladas, refletindo uma alta de 3,3% em relação à safra anterior.
No que diz respeito à produção total de etanol de cana, foram registrados 544 milhões de litros, uma queda de 7,5% na comparação anual. O etanol anidro correspondeu a 231,5 milhões de litros, com uma queda de 7,6%, e o etanol hidratado somou 312,4 milhões de litros, recuando 7,5%.
Além disso, os indicadores de qualidade da matéria-prima mostraram queda, com o Açúcar Total Recuperável (ATR) reduzido em 5,1% até 15 de setembro em comparação ao mesmo período do ciclo anterior.
O presidente executivo da NovaBio, Renato Cunha, destacou que a safra inicia com o impacto da redução da cota de importação de açúcar do Brasil para os Estados Unidos, que foi reduzida em 56 mil toneladas, totalizando 100 mil toneladas a ser embarcado.
Vale mencionar que o Nordeste tem prioridade na ocupação da cota brasileira de exportação de açúcar para o mercado norte-americano.
Os estoques totais de etanol ao fim do período chegaram a 193 milhões de litros, considerando a produção de biocombustíveis a partir de cana e milho. Desse montante, 189 milhões de litros eram de etanol de cana, o que representa uma redução de 24,73% em comparação ao ano passado. Os estoques de etanol de milho, por sua vez, somaram 4 milhões de litros, mostrando um aumento significativo de 155,62%.
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