Fatores climáticos e de demanda influenciam os preços

Hoje, os mercados de grãos demonstram um padrão de movimentação variada, afetados por fatores climáticos, demanda do consumidor, avanço nas colheitas e estímulos externos.
De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado de trigo começou o dia com uma tendência de alta, mas perdeu força, aproximando-se das mínimas do dia. Essa bolsa de grãos já precificou a colheita dos Estados Unidos e está sem novidades significativas oriundas do Mar Negro.
No Brasil, a média do Cepea para o trigo manteve-se estável, com um aumento de apenas 0,33% na semana. No Paraná, o trigo teve um leve aumento diário de 0,15%, enquanto no Rio Grande do Sul houve uma queda de 0,11% ao longo da semana.
✨ O endividamento das famílias brasileiras, que chega a 82%, tem sido um fator limitantes no consumo de produtos derivados de trigo, como pizzas e massas.
No que se refere à soja, os preços em Chicago subiram 11 pontos, impulsionados por dados do Pro Farmer, uma valorização no petróleo e boas expectativas para a safra americana. O contrato para novembro de 2026 superou a marca de US$ 12,30 por bushel, apesar de ter perdido força ao final do dia.
O USDA reportou vendas de 136 mil toneladas de soja para a China, enquanto, no Brasil, estima-se que os produtores tenham negociado cerca de 800 mil toneladas no dia. Contudo, o prêmio da soja no país caiu em 8 centavos.
Em relação ao milho, pesquisas realizadas em Nebraska e Indiana indicam que o potencial de rendimento está abaixo do ano anterior e da média dos últimos três anos. O contrato de dezembro de 2026 está em torno de US$ 4,90 por bushel.
Atualmente, o dólar é cotado a R$ 5,2345, com alta de 0,34%. O Brent está em US$ 91,81, com um aumento de 0,54%, enquanto o índice do dólar apresentou uma queda de 0,26%.
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