Guerra no Mar Negro impacta índices de exportação e aumenta estoques na região.

Os desafios logísticos resultantes da guerra no Mar Negro devem levar a uma diminuição nas exportações de trigo e um aumento nos estoques disponíveis na região.
Conforme indicado pelo Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a Rússia deve exportar cerca de 40 milhões de toneladas de trigo na temporada 2026/27, o menor número em cinco anos. Esta previsão, divulgada em outubro, corresponde a uma queda de 3 milhões de toneladas em relação à estimativa de setembro, representando uma diminuição de 17% em comparação com a temporada anterior.
Essa quantidade está distante do recorde de 55 milhões de toneladas exportadas na temporada 2023/24. Desde agosto, exportadores russos começaram a redirecionar suas cargas pelo Mar Báltico em resposta aos ataques de drones ucranianos no Mar Negro e no Mar de Azov.
Os ataques a instalações de armazenamento e transporte de grãos têm impactado significativamente o comércio agrícola da região, especialmente no que se refere ao trigo. O conflito se arrasta desde a invasão russa da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.
✨ Apesar das dificuldades, a Rússia deve continuar a ser a maior exportadora global de trigo, enquanto a União Europeia deve embarcar 31 milhões de toneladas na mesma temporada.
A escassez nas exportações russas resulta das dificuldades logísticas, enquanto a previsão de produção se mantém em 88 milhões de toneladas. Com a diminuição do trigo destinado ao exterior, o FAS ajustou a previsão para os estoques finais russos, aumentando-a de 16,09 milhões para 19,03 milhões de toneladas.
Na Ucrânia, a guerra também deve impactar os embarques, com previsão de apenas 12,2 milhões de toneladas em 2026/27, o menor volume em 12 anos.
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