Dados apontam crescimento de 4,9% no abate de frangos e safra de soja atinge 36% da área prevista.

O Paraná registrou um crescimento no abate de frangos no primeiro semestre de 2026, além de manter um ritmo considerado favorável no plantio da safra de verão. Dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab) apontam 1,1 bilhão de aves abatidas, uma alta de 4,9% em relação ao mesmo período de 2025.
Segundo a pesquisa trimestral do abate de animais do IBGE, o estado foi responsável por 35% do total de abates de frangos do país e concentrou 36% de toda a carne de frango produzida no Brasil. Somando 2,6 milhões de toneladas de carne, a produção cresceu 8,4% em comparação com as 2,4 milhões de toneladas do ano anterior.
No segundo trimestre de 2026, o abate atingiu 1,690 bilhão de aves, representando um aumento de 2,8% em relação ao mesmo período de 2025. O mês de junho registrou o maior número de abates da série histórica para o mês, com 568,51 milhões de cabeças abatidas, uma alta de 8,2% na comparação anual.
✨ Os dados demonstram que a produção de carne cresceu em um ritmo superior ao número de aves abatidas, indicando um aumento no peso médio e no rendimento das carcaças.
Na suinocultura, o Paraná se manteve como o segundo maior produtor do Brasil, com 6,5 milhões de cabeças abatidas no primeiro semestre, o que representa um aumento de 1,6% e uma produção de 623,6 mil toneladas de carne, um avanço de 1,8%. O estado respondeu por 21% dos abates e 21,3% da produção nacional.
Além disso, no plantio da soja para a safra 2026/27, 36% da área prevista já foi semeada, superando a média das últimas safras. O Deral afirma que a umidade do solo está ajudando na germinação e no desenvolvimento inicial das plantas.
A primeira safra de feijão já ocupa 52% da área projetada, com um aumento nos preços médios recebidos pelos produtores: 12% para o feijão carioca e 8% para o preto, acumulando alta próxima de 60% nos últimos 12 meses. A área prevista para o feijão é de 88,3 mil hectares, 14% inferior à colhida na safra 2025/26.
O Deral conclui que os dados mais recentes indicam que a atividade agropecuária continua em ritmo aquecido no Paraná.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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