Anderson Bogonha e Dinair Correia utilizam tecnologia e planejamento para crescer na pecuária.

Anderson Bogonha e Dinair Correia, um casal de pecuaristas de Mato Grosso do Sul, expandiram sua operação de 37 animais para mais de 2 mil em um período de treze anos. A trajetória deles teve início em Alcinópolis (MS), onde Dinair decidiu deixar a contabilidade e um cargo em uma usina para se dedicar à atividade rural, enquanto Anderson, oriundo de uma família ligada à pecuária, optou por construir seu próprio negócio.
“Eu me orgulho de ser pecuarista. A pecuária mudou a minha vida. A gente começa do zero, começamos com as nossas primeiras 37 cabeças e ao longo do tempo a gente foi crescendo”, destacou Dinair em entrevista ao programa Giro do Boi.
O casal começou arrendando áreas e comprando garrotes e bois magros. Contudo, ao perceber que a operação exigia um planejamento mais detalhado, eles decidiram mudar a estratégia e investir na compra de fêmeas, elevando o rebanho para cerca de mil bezerras. A propriedade, que abrange aproximadamente 400 hectares, adotou tecnologias como a terminação intensiva e o confinamento, com ênfase na melhoria do manejo do pasto.
✨ Anderson ressaltou: "pasto é prioridade. É a base de tudo".
O casal também utiliza as redes sociais para disseminar informações sobre técnicas de pastejo rotacionado, manejo do capim e controle de custos. Eles desenvolveram uma ferramenta de inteligência artificial chamada Andina, que auxilia na gestão de pastagens e nos custos de produção. A audiência nas redes sociais cresceu, permitindo que eles realizassem cursos, palestras e mentorias voltadas para a gestão pecuária.
“O pequeno pecuarista, que está começando, ele não pode errar. Então, primeiro, ele tem que fazer a conta. Pequeno pecuarista tem que ser bom de conta”, enfatizou Dinair, abordando a importância do planejamento financeiro.
Apesar dos avanços, a jornada do casal também incluiu desafios, como perdas de animais e decisões que não trouxeram os resultados esperados. Eles aprenderam com os erros e agora podem identificar oportunidades no mercado, ajustando continuamente seu modelo de negócio.
“Quando você consegue dar uma nova visão, uma nova perspectiva e falar assim: ‘Sua fazenda, o potencial dela é esse. Vamos trabalhar para chegar nisso, porque você pode fazer. Você só não está enxergando a forma de fazer’”, finalizou Dinair, sublinhando a importância de entender o potencial da propriedade.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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