Pesca no Pantanal gera R$ 150 milhões e impulsiona sustentabilidade
Embrapa desenvolve pesquisas para regulamentar a atividade pesqueira

A atividade pesqueira no Pantanal de Mato Grosso do Sul, movimentando aproximadamente R$ 150 milhões anualmente, se destaca como a segunda maior fonte econômica da região.
Pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Pantanal têm sido fundamentais por décadas para fundamentar as normas de gestão pesqueira, com um enfoque na preservação dos estoques e no suporte à pesca artesanal e esportiva.
✨ O Pantanal é lar de cerca de 300 espécies de peixes em uma área de 140 mil km².
Entre as espécies mais conhecidas estão o dourado, o pintado e o pacu. A Embrapa revela que grande parte da legislação sobre a captura de espécies comerciais utiliza dados obtidos a partir de estudos que abordam a biologia, ecologia e potenciais de captura dessas espécies.
Agostinho Catella, pesquisador da Embrapa Pantanal, destaca que os instrumentos de gestão, como o período de defeso, foram estabelecidos com base em dados coletados desde o final da década de 1980. Ele menciona que os esforços para regular a pesca foram enriquecidos por pesquisas que incluíram estudos sobre o uso da tuvira, uma isca-viva cuja comercialização foi de cerca de 17 milhões de unidades em 1997.
Sistema de Controle da Pesca
Uma das principais ferramentas de gestão pesqueira é o Sistema de Controle da Pesca de Mato Grosso do Sul (SCPESCA/MS), criado pela Embrapa Pantanal junto à Fundação Meio Ambiente Pantanal-MS e a Polícia Ambiental. Em 2025, o sistema completou 31 anos de operação.
A plataforma revelou a necessidade de aumentar o tamanho mínimo de captura do pacu e do jaú na última estação, concluindo que isso ajudaria a prevenir uma possível diminuição de suas populações.
Dados do SCPESCA/MS indicam que, entre 2004 e 2018 na pesca profissional artesanal e de 2007 a 2018 na pesca amadora, não houve variações significativas na captura na Bacia do Alto Paraguai. Embora, a análise qualitativa mostre que 92% da captura profissional e 76% da amadora durante este período foram de espécies migradoras.
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