Espécie é crucial para a produção florestal no Sul, mas alta tributação afeta mercado

O Pinus, uma das principais espécies de árvores cultivadas para produção de madeira, completa 120 anos de presença no Brasil. Essa história ajudou a transformar a região sul em um dos principais polos da produção florestal do país.
No entanto, o setor enfrenta desafios significativos devido à taxação imposta pelos Estados Unidos à madeira brasileira, resultando em perdas de empregos e competitividade.
O Pinus chegou ao Brasil no início do século passado e se tornou matéria-prima essencial para uma cadeia produtiva que abrange móveis, construção, embalagens e papel. A produção de Pinus é especialmente forte nos estados do sul: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul concentram cerca de 89% da área plantada no Brasil, totalizando aproximadamente 1.700.000 hectares.
A espécie é responsável pela geração de emprego e renda em centenas de municípios.
A taxação imposta pelos Estados Unidos encarece o produto brasileiro e reduz a competitividade no mercado. Em Santa Catarina, cerca de 2.000 empregos já foram perdidos devido a essa situação. Se não houver uma reversão, estima-se que até 20.000 empregos possam ser afetados.
Com as exportações de madeira para os EUA em queda, o setor busca novos mercados na África, Ásia e Europa, embora essa transição não ocorra rapidamente. No Paraná, a indústria defende negociações com os Estados Unidos para mitigar os efeitos da taxação.
Atualmente, a tributação sobre os produtos brasileiros chega a 37,5%, uma redução em relação aos 59% anteriores. A preocupação é que tarifas elevadas prolonguem a perda de mercado e comprometam investimentos e produção. A solução depende de esforços governamentais para buscar uma situação mais competitiva para os produtos brasileiros no mercado internacional.
✨ O setor de Pinus representa uma fonte vital de empregos e recursos, mas enfrenta desafios críticos devido à taxação imposta pelos EUA.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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