Vazio sanitário e técnicas de manejo são essenciais para o sucesso da próxima lavoura.

O período entre safras é uma etapa crucial para o planejamento da próxima lavoura de soja. Além de permitir a avaliação do ciclo anterior, este intervalo ajuda a organizar decisões relacionadas à implantação da cultura e ao manejo nos primeiros estágios.
O vazio sanitário, que requer a ausência de plantas vivas de soja no campo por pelo menos 90 dias, é uma medida destinada a reduzir a sobrevivência da ferrugem-asiática, resultado do fungo Phakopsora pachyrhizi, e a interromper a chamada “ponte verde” entre as safras.
✨ O volume de produção de soja no Brasil deve aumentar de 130,8 milhões de toneladas em 2021/2022 para 180,6 milhões de toneladas em 2025/2026, segundo a Conab.
À medida que o fim do vazio sanitário se aproxima e a semeadura se inicia, diversos fatores entram no planejamento, como tratamento de sementes, inoculação, nutrição e desenvolvimento inicial.
A BRQ Brasilquímica ressalta a importância do desenvolvimento radicular, da nodulação e da fixação biológica de nitrogênio como parte deste processo. Segundo Bruno Neves, gerente técnico da empresa, 'é um momento em que as informações da safra anterior podem se transformar em decisões para o próximo ciclo.'
Dentre as tecnologias destinadas a essa fase, destaca-se o AminoSpeed Leg, um produto formulado com L-aminoácidos e nutrientes, que é indicado para o tratamento de sementes e para a fase vegetativa da cultura. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento radicular, a nodulação e a eficiência da fixação biológica de nitrogênio.
'Uma lavoura bem planejada começa antes da semeadura. Quando a soja entra no campo, muitas das decisões que vão acompanhar seu desenvolvimento já foram tomadas', conclui Bruno Neves.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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