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Agronegócio
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Cota de arroz sem tarifas da UE traz novas oportunidades ao Mercosul

Uruguai lidera absorção da cota isenta, mas divisão entre países ainda é incerta

Giovani Ferreira26 de maio de 2026 às 02:00
Cota de arroz sem tarifas da UE traz novas oportunidades ao Mercosul

A recente implementação de uma cota de arroz isenta de tarifas para o mercado europeu está mudando o cenário comercial para os países do Mercosul em 2026. Embora o volume especificamente alocado seja considerado reduzido em relação ao que normalmente é exportado pelo bloco, essa medida oferece uma perspectiva de rentabilidade superior nas vendas internacionais.

Desempenho do Uruguai

De acordo com Cleiton Evandro dos Santos, especialista em mercado de arroz, o Uruguai foi responsável por absorver 63% do total da cota inicial. O sucesso do país é atribuído à sua ágile capacidade de resposta e ao histórico já estabelecido de negócios com o mercado europeu, o que lhe confere uma vantagem competitiva significativa.

A subsecretária de Relações Exteriores do Uruguai, Valeria Csukasi, destacou que a sólida relação pré-existente com a Europa possibilitou ao Uruguai aproveitar essa nova oportunidade de forma mais eficiente.

A isenção tarifária pode aumentar a lucratividade nas exportações, possibilitando investimentos e preservação de empregos no setor arrozeiro.

Desafios e Oportunidades no Mercosul

Apesar do resultado favorável para o Uruguai, as cotas ainda são pequenas se comparadas ao volume total que o Mercosul normalmente exporta. Além disso, a forma como as cotas serão distribuídas entre os países do bloco permanece indefinida, criando incertezas sobre os benefícios futuros.

O setor arrozeiro do Uruguai teve um papel essencial nas negociações da cota com a União Europeia. Entre os produtores, há uma avaliação de que o impacto financeiro inicial será limitado, mas há esperança de que, a médio e longo prazo, se ampliem as oportunidades, especialmente se o acesso ao mercado europeu for expandido.

A Argentina, por sua vez, ficou com quase 40% das cotas restantes, intensificando a competição entre os países do Mercosul pelo espaço aberto por esse novo acordo.

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