É o maior número desde o início da série histórica em 2012, segundo Cepea e CNA.

A população ocupada no agronegócio brasileiro somou 28,4 milhões de pessoas no segundo trimestre de 2026, o maior valor registrado para o período desde o início da série histórica, em 2012. Os dados são do boletim Mercado de Trabalho no Agronegócio, elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
De acordo com os pesquisadores do Cepea/CNA, o resultado é impulsionado por uma expansão do mercado de trabalho brasileiro, que observou crescimento tanto na população ocupada quanto na taxa de desocupação, que ficou em 5,4%, a menor para um segundo trimestre desde o início da série da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) Contínua.
✨ No segundo trimestre de 2026, o agronegócio representou 26% do total de ocupados no Brasil, mostrando uma ligeira queda em relação ao trimestre anterior.
Em comparação com o segundo trimestre de 2025, o número de pessoas empregadas no setor aumentou em 0,7%. As categorias de trabalhadores por conta própria e empregadores cresceram 2,4% e 3,5%, respectivamente, enquanto a ocupação de empregados sem carteira reduzida em 1,7%. Os empregados com carteira firmaram-se como a maior categoria, totalizando cerca de 9,88 milhões de trabalhadores.
Em termos de comparação com o primeiro trimestre de 2026, a ocupação no agronegócio subiu 0,1%, equivalente a 27 mil trabalhadores, enquanto que o mercado de trabalho total do Brasil viu um crescimento de 1,0%.
O segmento primário do agro teve um desempenho notável, com um aumento de 145.795 trabalhadores ou 1,9% em relação ao primeiro trimestre. Esta alta foi impulsionada por atividades como cafeicultura e plantação de milho.
Por outro lado, os setores de agrosserviços e insumos agropecuários observaram diminuição no número de trabalhadores. A agroindústria, por sua vez, ficou estável com uma leve redução de 1.793 ocupações.
Analisando a força de trabalho por gênero, o período viu um aumento na ocupação feminina de 0,7% em comparação com 2025, enquanto a mão de obra masculina cresceu 0,6%.
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