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Agronegócio
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Preço do milho sobe 1,46% em julho com colheita lenta

Cotações da saca de milho se mantêm firmes nas regiões do Brasil

Gabriel Rodrigues13 de julho de 2026 às 09:20
Preço do milho sobe 1,46% em julho com colheita lenta

Os preços do milho continuam a mostrar uma tendência de alta em diversas regiões do Brasil, apoiados pela baixa liquidez no mercado físico. Na sexta-feira, 10 de julho, o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontou um preço médio de R$ 64,51 por saca de 60 quilos, representando um aumento de 1,46% desde o começo do mês.

De acordo com dados do Cepea, os vendedores estão focados nas atividades de campo, enquanto muitos compradores estão cautelosos, aguardando o avanço da colheita da segunda safra e a consequente ampliação da oferta. Além disso, as recentes altas nos preços internacionais do milho ajudam a sustentar o mercado interno.

Embora as expectativas fossem de queda nos preços durante o período de colheita, a oferta foi temporariamente reduzida devido a condições climáticas desfavoráveis.

A colheita atual está de acordo com os números do ano passado, mas permanece abaixo da média dos últimos cinco anos. A crescente valorização da soja também faz com que muitos agricultores priorizem essa cultura, adiando a venda do milho em busca de melhores oportunidades.

Nas próximas semanas, a previsão de menos chuvas no Sudeste e no Centro-Oeste pode facilitar a colheita, permitindo que os produtores façam estimativas mais precisas sobre a produtividade, considerando os impactos das geadas no Paraná, da seca em Goiás e das condições favoráveis em Mato Grosso.

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